E o ministro? Bateu asas e voou

Weintraub continua incógnito

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Como todos sabem, nosso artístico ex-ministro Abraham Weintraub tomou um “chá de sumiço” e foi embora para a terra do Tio Sam, em mais uma Jabuticaba, o “exilado” político do próprio governo de que participava. Mas o que implica isso? Além de toda imoralidade envolvida, existem questões no âmbito legal a serem analisadas.
Em um comunicado divulgado publicamente, temos a belíssima cena do abraço caloroso e fraterno entre Weintraub e Jair, em que era anunciada a saída do Ministério e que, em seguida, levou o então ministro a uma fuga rumo ao autoexílio, pois sofria perseguição política (caro leitor, a realidade das coisas anda confusa). Munido então de seu passaporte diplomático, usou das regalias, burlando a portaria 9994 expedida pela Casa Branca, que, em resumo, exige que todos os que tiverem vindo por meio de voos de origem do Brasil serão impostos à quarentena por 14 dias e só então poderão entrar em solo estadunidense. 
Mas Weintraub é brasileiro e deu seu “jeitinho”. Sua exoneração saiu – veja a feliz coincidência – dois dias após o vídeo do fraterno abraço, quando nosso cidadão de bem ainda gozava do sonho americano, assim não corria o risco de perder seu passaporte, o qual membros do senado federal já tinham solicitado. Afinal, nossa “Bia Falcão” mambembe está na porta do gol e se tornará réu em processo de racismo pelas falas pouco honrosas ao povo chinês.
A cereja do bolo vem, por fim, no suposto abuso de direito cometido por Weintraub, o que configura crime de improbidade administrativa, pois seu “bater de asas” em tudo nos remete à premeditação com o intuito de burlar a lei estadunidense, já que a exoneração havia sido publicada em vídeo e só posteriormente no diário oficial, e em edição extra, vale lembrar. Agora, o que se questiona é: se você nada deve, você nada teme, ou não? 

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