Ao menos seis diferentes linhagens do COVID-19 circulam em solo brasileiro

Estudo feito pela Fiocruz foi realizado com 95 genomas de brasileiros e apontou que 6 cepas diferentes do vírus circularam o país

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Pelo menos seis linhagens (ou cepas) do novo coronavírus circularam o Brasil entre os meses de fevereiro e abril, segundo um estudo feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para chegar nesse resultado, os pesquisadores analisaram 95 genomas do vírus em brasileiros e os comparou com outras 3.764 sequências disponíveis no GISAID, iniciativa global voltada para coletar dados da influenza e da covid-19.

O estudo aponta que uma das cepas do vírus surgiu na Europa por volta do dia dois de fevereiro e chegou por aqui apenas algumas semanas depois. Essa linhagem, então, alcançou diversas regiões brasileiras já no mês de março. A mesma linhagem foi encontrada em outros países da América do Sul, de acordo com os pesquisadores, como a Argentina, o Chile, o Uruguai e também em outros países, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

“O clade B.1.1 foi a única linhagem detectada em indivíduos sem histórico recente de viagem internacional, enquanto quatro linhagens diferentes foram detectadas entre os seis indivíduos com histórico recente de viagem internacional, ou seja, casos importados, e seus contatos”, escreveu a pesquisadora e líder do estudo Paola Cristina Resende, do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC, em comunicado da Fiocruz.

Apesar disso, as diferentes cepas não indicam que pessoas que já foram infectadas pelo SARS-CoV-2 possam ser reinfectadas novamente por uma linhagem variada. São elas A.2, B.1, B.1.1, B.2.1, B.2.2 e B.6. Sequenciá-las é importante para fazer um reconhecimento mais amplo de como o vírus é disseminado, tanto no Brasil quanto em outros lugares do mundo.

Segundo país com mais casos e mortes

O Brasil é o segundo país com mais casos e mortes em todo o mundo. Só está atrás dos Estados Unidos que registram 3.483.832 infectados e 136.938 óbitos pela covid-19, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

Depois de registrar queda de novas confirmações de casos por algumas semanas, o país voltou a bater recordes, coincidindo com a reabertura da economia. Somente nos últimos sete dias foram mais 431.799 casos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Índia também voltou a registrar uma forte alta no contágio, após ter feito o maior lockdown do planeta. Na última semana ficou em terceiro lugar com mais confirmações de casos em todo o mundo, logo atrás do Brasil. De acordo com a OMS foram 201.580 novas contaminações em sete dias. O país asiático está muito perto de atingir 1 milhão de casos.

Em todo o mundo já são mais de 13,3 milhões de pessoas infectadas e 580.000 mortes.

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