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Mais do que simplesmente uma disputa esportiva entre nações, o que as Olimpíadas tem para nos ensinar?

Para nós brasileiros, o ápice do aprendizado com certeza está no fato de ver nos pódios, nos representando, aqueles que estereotipamos e segregamos no dia a dia. Gente negra, pobre, nordestina, que no dia a dia do nosso país não tem lugar no pódio da vida por falta de oportunidade, incentivo e preconceito.

Mas como pode um país continental, multirracial e com culturas diversas não valorizar aquilo que tem de melhor, sua pluralidade?

Sabia que a medalha de ouro entregue aos vencedores nas olimpíadas não é só de ouro? Ela pesa 556 gramas no total, consegue imaginar quanto disso é ouro puro? Seis gramas. Isso mesmo. O resto é prata. Ou seja, somente 1,07% é do metal precioso. Quanto valeria por peso? 4.160,00 reais.

Pois é, o valor das coisas nem sempre depende do quanto pesam, de onde vieram, onde se formaram ou do que são formadas. Na balança olímpica, uma medalha de “ouro” é inestimável. Força, garra, dor, disciplina, superação, tem tudo isso nela. Por isso, será raríssimo você ver alguém vendendo, ou até leiloando, este símbolo do topo do pódio.

E o ser humano? Como nosso corpo é feito basicamente de oxigênio, carbono, hidrogênio e pitadas de cálcio, sódio, potássio e fósforo, descobrimos nosso valor químico de mercado: 780,00 reais.

Não valemos pela cotação humana, e sim, pela essência Divina inserida em cada um de nós. Tem importância maior que essa?

Chega de abutres querendo diminuir a nossa relevância. Se emocionar com o hino nacional tocando ou uma bandeira sendo hasteada em uma cerimônia de pódio olímpico é lindo, mas chegou a hora de reconhecer o esforço realizado antes desse momento chegar, mesmo que ele nunca chegue. Que nosso orgulho de ser quem somos não se limite a um pedaço de metal.

"Coluna Vertebral" Profissional de Enfermagem, Entusiasta cultural e social, Ativista das causas negras, Inconformado com o mundo, Cristão Protestante

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