Falar de racismo é uma questão extremamente delicada. Vivemos num país onde o racismo sempre foi velado. Podemos pegar por exemplo o escritor Monteiro Lobato, sítio do Pica Pau Amarelo. Lembram da Dona Benta, era branca, agora vamos lembrar da Tia Anastácia, ela era negra. Infelizmente começa nas pequenas coisas… Um dos maiores sucessos literários do Brasil, racismo indireto, muito triste.

O homem com certeza leva consigo o título de o maior e mais voraz predador do planeta e o pior praticando canibalismo. Não canibalismo de comer o próprio irmão, mas um canibalismo de massacrar, matar, tirar a vida, humilhar, escravizar, adoecer, limitar, desgraçar a vida do próximo.

Nas culturas antigas por exemplo vamos verificar que o império persa tinha muitos escravos, os judeus fugiram do Egito (êxodo) na busca da terra prometida para não serem escravos, a expansão marítimo comercial na época de Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Itália, visitando a costa Africana, matando, dizimando e escravizando negros… porque?

A resposta… porque o homem não presta. Alguns se salvam.

A ganância, o dinheiro, o poder, o prazer de oprimir, massacrar, dominar e humilhar. Muito triste. História feita de podridão e mortes.

Como é possível interiorizar uma etnia pela cor, pelo sexo, pela religião, pelos costumes… um absurdo. No processo de escravidão dos negros durante mais de 400 anos milhares de negros perderam suas famílias, suas vidas, seus sonhos, sua esperança e sua fé.

O tão bonzinho e desenvolvido homem branco tornou-se um ser sem coração, sem escrúpulos, sem Deus, preso na sua insanidade de se sentir superior porque é BRANCO. Os negros, os pardos, os amarelos, os brancos e outras raças não definem caráter, não definem bondade, não definem nada. Todos nós somos iguais. Na realidade não somos nada!

O que é um ser que vive 80 a 90 anos… o que é um ser que uma simples camada de gordura envolvendo um RNA é capaz de dizimar e paralisar seu hábitat… Não somos nada. Não é a cor do seu irmão que o define. Não é a opção sexual do seu irmão que o define

Não é a religião do seu irmão que o define. Não! Todos nós somos NASCER… CRESCER… REPRODUZIR… MORRER.

Nesse intervalo temos o direito a sonhos, ao amor, a esperança, as conquistas, às oportunidades, aos sorrisos, as lágrimas, a vida.

Todo dia é o dia dos Negros …

Todo dia é o dia Amarelos ….

Todo dia é o dia dos Brancos

Todo dia é o dia dos índios

Todo dia é o dia das mulheres

Todo dia é o dia dos deficientes

Todo dia é o dia dos pobres

Todo dia é o dia dos doentes

Todo dia é o dia dos estão com fome

Todo dia temos que respeitar e acolher a qualquer um, independentemente de qualquer opção de escolha do seu próximo. Não se qualifica ninguém!

Quem tem direito de espancar alguém até a morte…

Espancar alguém porque é negro… porque está vestido diferente… nada justifica a estupidez e insensatez humana.

Isto tem que acabar.

Fim ao racismo!

Fim a homofobia!

Fim ao machismo!

Fim a intolerância a qualquer opção do seu próximo!

Nossa guerra tem que ser contra a fome, a doença, a pandemia, a injustiça, o desgoverno, a falta de saúde, a falta de emprego, a falta de esperança… não contra nós mesmos.

Não humanos contra humanos. Brancos contra Pretos. Heteros contra homos.

Vamos em busca de um mundo melhor.

Coluna | Sessão de terapia Raul Barros Neto, Psicanalista, Escolas e teorias psicanalíticas Freud, Lacan, Bion, klein e Winnicot. Psicologia analítica Jung.

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