Cestás básicas doadas ao banco de alimentos por grupo de empresários. Foto: Divulgação

A reportagem do CDN recebeu reclamações de moradores em situação de vulnerabilidade que não estão conseguindo retirar cestas básicas no CRAS, Centro de Referência de Assistência Social. Segundo eles, um telefone é passado a quem solicita o serviço, mas é difícil conseguir contato.

De acordo com a assessoria de imprensa da Semas, Secretaria Municipal de Assistência Social, já foram feitos 22.936 atendimentos desde março deste ano. Antes disso, os munícipes se deslocavam até uma unidade do CRAS, preenchiam uma ficha e recebiam a data de retirada da cesta básica. Mas, de março em diante, um novo sistema passou a ser utilizado. É preciso, agora, ligar no CACEM, Centro de Atendimento e Cadastro Emergencial da Secretaria de Assistência Social, no 0800-016-0030, ser atendido, passar por uma triagem e, então, receber a data de retirada.

Decoração de festa junina no CACEM. Foto: Divulgação

Ainda segundo a comunicação da Semas, 22.936 atendimentos foram feitos desde março e 15.417 cestas foram entregues. As outras 7.519 solicitações estavam fora dos critérios estabelecidos pela equipe da Assistência Social e do Conselho Municipal de Assistência Social. O trabalho de atendimento seria realizado por 10 atendentes, entre 8h e 18h e os números que não são atendidos seriam contatados pela equipe.

Ainda de acordo com a assessoria, na semana passada passaram por problemas técnicos por roubos de fios pela segunda vez desde março, o que interrompeu os atendimentos nestas duas ocasiões. O serviço, então, estaria funcionando normalmente nesta semana, em que a reportagem foi produzida.

Um dos casos que passam por problemas é o da desempregada Elis Macena, 45 anos, do Jardim Aeroporto. “A gente liga lá e algumas vezes até atendem, mas aí tem uma secretária eletrônica. Já fiquei mais de 60 minutos na espera, aí desligaram,” ela conta.

“Demorei quatro dias pra conseguir contato. Nunca me retornaram e ninguém que eu conheço teve retorno. A maioria que eu conheço fica mais de 3 dias tentando. Depois, quando consegui, a data que me deram era 10 dias depois, para retirar a cesta,” finaliza Elis Macena.

No vídeo abaixo, você confere o relato da moradora do Jardim João Rossi, Claudete da Silva, que só consegue se manter atualmente graças ao trabalho comunitário de uma Igreja do Jardim Nova Aliança.

A reportagem tentou contato diversas vezes com o CACEM ao longo da semana, não foi atendida nenhuma vez e também não recebeu nenhum retorno.

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