O NEGACIONISMO AO CORONAVÍRUS E O DESESPERO ECONÔMICO

Negacionismo é a escolha de negar a realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável. Trata-se da recusa em aceitar uma realidade empiricamente constatada.

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Novo Mundo

Em tempos de pandemia a pergunta é: As pessoas estão ou não preocupadas com a Covid – 19, doença de transmissão acelerada e que pode matar? Apesar da mídia divulgar todos os dias, que ficar em casa ainda é a melhor prevenção contra a doença, ter os cuidados pessoais de higiene redobrados, usar máscaras, não frequentar locais de aglomeração, entre outros alertas, ainda encontramos pessoas resistentes a nova maneira de viver, caminhando pelas ruas, até mesmo em grupos, sem máscaras, sem os cuidados estabelecidos pelas autoridades sanitárias, como se nada estivesse acontecendo. Em Ribeirão Preto, o centro da cidade registrou nas últimas semanas, um expressivo número de pessoas circulando pelas ruas; em alguns locais da cidade grupos foram flagrados sem respeitar o distanciamento social, ignorando os equipos de uso obrigatório e por aí vai. Enquanto isso, a realidade nua e crua, mostra o número de casos e mortes fugindo do controle colapsando o sistema de saúde e já não se sabe o que é pior: se é a doença do Negacionismo ou a provocada pelo vulgo e intruso“corona”, que só passa a ser realidade quando a vítima é alguém da família ou de convivência próxima.

“ COMERCIANTES QUEREM VENDER PORQUE ESTÃO DESESPERADOS, O QUE É COMPREENSÍVEL, O POVO QUERENDO SE DIVERTIR SEM FICAR DOENTE, E ESSA CHANCE NÃO EXISTE NESSE MOMENTO QUE NÃO TEMOS VACINA E NEM A CURA”

“ As pessoas acreditam na existência e potencial do vírus, mas se manter em casa escondido é muito difícil. Nosso comportamento é aquele do foge e enfrenta, foge enfrenta, porque se esconder não é perfil do ser humano”, afirma o médico Carlos César Montesino, que tem observado o comportamento social neste momento. Para Ernesto Edson, a população sabe dos riscos, tem medo, mas as necessidades de realizações individuais prevalecem.

Dr. Carlos César Montesino

“A consciência existe, mas não respeitam o distanciamento social, não evitam aglomerações e fecham os olhos para as demais precauções. Até tentam fazer o isolamento social mas com resistência e sem perseverar; fraquejam onde não devem”, diz. O pior, todos nós precisamos da colaboração coletiva, onde o governo não nos passa segurança alguma, nem de esquerda, nem de direita, e na população que parece negar tudo isso, também não podemos confiar. Difícil”, desabafou.

Fabiana Martins moradora da zona Leste

Para Fabiana Martins, o problema se enraiza porque muita gente acha que o momento é de sensacionalismo e política. “ Eu me cuido porque tomo conta da minha mãe e porque penso nas pessoas de forma geral”, disse. Mas o que está por trás de tudo disso é a ignorância pura. Muita gente acha que tudo isso não passa de sensacionalismo e briga politica e muitos beneficiados com o auxilio emergencial de R$600,00,ao invés de comprar comida, pagar uma conta de luz, ou de água estão usando o dinheiro para comprar roupa, sapato, bijouteria ajudando a circulação e retomada das pessoas nas ruas, sem lembrar em doença”, verbalizou.
Com o intuito de entender melhor cada comportamento o Centro de Notícias buscou a opinião de duas psicólogas.

Ana Lúcia – Psicóloga

Para a psicóloga Ana Lúcia , essa situação apresenta muitos conflitos: “Não é fácil enfrentar os fatos, porque é situação nos faz ficar de frente com vários sentimentos nossos, como por exemplo, rever a nossa vida desde lá de trás; o que a gente fez, o que temos feito, o que podemos fazer daqui pra frente. Essa situação faz a gente se reportar a nossa intimidade o que nos abala emocionalmente. É muito conflitante essa situação, e tem muita gente que não quer pensar nessa situação, como a mudança brusca de vida, perda, morte. Pessoas com sérios problemas financeiros devido a crise, com seus estabelecimentos fechados, sem ganhar o seu sustento, com o futuro incerto. Esse é um momento muito delicado e de reflexão e união de todos”, reforçou.

Ana Cláudia Piva – Psicóloga

Para psicóloga Ana Claudia Piva são muitas as variáveis que evidenciam o comportamento da população nesse momento.“São indivíduos diferentes vivendo a mesma pandemia, entre eles estão seis tipos: o verdadeiro negacionista, o que tem dificuldade de lidar com a realidade, os ideológicos, os fortes, aqueles que se acham superiores e os religiosos.
Os que têm dificuldade em lidar com a realidade mediante os aprendizados e as experiências de vida que tiveram, esses também trarão a dificuldade para a pandemia para não enxergar os riscos e se encostar diante da situação; Já o ideológico idealiza uma verdade e adota uma causa fazendo do fato a sua verdade tentando convencer os outros da mesma, influenciando às vezes a mesma conduta. Os fortes vão em busca da luta independente do risco que correm, não absorvem as orientações dos órgãos de saúde, dos governantes, mas sem a negação. Os superiores tratam a questão como que nada acontecerá com eles e nada os abalarão, vai acontecer com o outro e jamais com ele. E os religiosos que deixam tudo para Deus, ou melhor, seja o que Deus quiser. Cada um vai ter a sua justificativa de acordo com a sua personalidade e dificuldade em encarar os fatos. Outro fator é a descrença nas autoridades, a maioria não mais acredita nas imposições governamentais por acharem que tudo trata – se de um ato politico, pelas informações recebidas diariamente; um verdadeiro bombardeio cerebral.

“A COVID ESTA NO MUNDO E É PARA TODOS, PORTANTO EU NEGO A ACEITÁ – LA , PENSA O NEGACIONISTA. VAI PEGAR EM TODOS MENOS EM MIM”


A verdade é que para ficar em pé e enfrentar a situação de forma menos conflitante, cada um vem exercendo um comportamento a sua maneira, resposta essa para esse descontrole e tamanho desafio contra um virus forte, potente e capaz de provocar grandes estragos;O momento é propicio para repensar nas atitudes para a proteção de sí mesmo e do próximo com responsabilidade, deixando de lado o egoismo as defesas individuais.

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