Pandecast-Primeiras imagens do novo acelerador de elétrons do Brasil são de proteínas do coronavírus

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O Sirius tornou-se prioridade para o governo Bolsonaro, e, apesar dos cortes de gastos na ciência, vem recebendo dinheiro para manter e ampliar suas operações. Recentemente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação criou a Rede Vírus, da qual o Sirius e o CNPEM participam, colaborando com a busca de fármacos, e, como no caso do estudo da enzima 3CL, no entendimento da biologia do vírus.

O novo acelerador, contudo, ainda não está em sua versão final. A pandemia atrasou alguns ajustes técnicos importantes para dar qualidade para o feixe de elétrons. “Pode demorar até chegarmos nas especificações do projeto, ainda faltam equipamentos”, afirma Antônio José Roque, diretor do CNPEM.

“Mesmo assim, o Brasil está no seleto grupo de países que pode contar com um síncrotron para realizar suas pesquisas”, afirma Roque. “Mostramos que é possível obter a imagem de uma proteína real, com sofisticação necessária para entender sua estrutura. Isso abre as portas para o Sirius começar a fazer ciência.”

A partir desta segunda (13), grupos de pesquisa poderão se inscrever para usar a linha Manacá para pesquisa relacionadas à Covid-19. Poderão aplicar propostas aqueles que já tenham familiaridade com experimentos de cristalografia de proteínas, ou seja, especializados em desvendar suas estruturas tridimensionais.

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