Robô alemão processará 800 exames de COVID-19 por dia em Ribeirão

Equipamento já está montado no Supera Parque; equipes estão sendo treinadas, e operação começa na próxima semana

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O robô adquirido por meio de convênio com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), que já está montado no Supera Parque de Ribeirão Preto e começa a operar na próxima semana, terá capacidade de processar 400 exames RT-PCR de COVID-19 a cada duas horas, desafogando o represamento e colocando o fluxo de resultados na normalidade.

Na manhã desta quinta-feira (23), o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, acompanhado do presidente do Supera Parque e secretário municipal da Saúde, Sandro Scarpelini, fez uma visita para verificar o início de operação do equipamento.

“O robô dará muito mais agilidade na resolução dos exames em Ribeirão Preto e suporte a toda estrutura de saúde com relação aos casos de COVID-19. Facilitará o atendimento assistencial, com melhoria da estratégia de combate e enfrentamento da doença e mais segurança à saúde pública de nossa cidade”, explicou o chefe do Executivo.

O presidente do Supera Parque explicou que as equipes estão sendo treinadas para iniciar a operação do robô, que tem capacidade de processamento para agilizar o processo dos exames.

“Esses exames eram processados manualmente, com tempo de cinco horas para serem feitos. O equipamento irá rodar 400 amostras de cada vez, 800 por dia. Com isso, acabaremos com o gargalo de exames e, com muito mais rapidez, saber os resultados no dia”, explicou Sandro Scarpelini.

Sobre os robôs
Desenvolvidos com alta tecnologia, os robôs foram importados da Alemanha, chegaram à Fiocruz, no Rio de Janeiro, e foram trazidos a Ribeirão Preto na semana passada. O processo de automatização do equipamento permite fazer a extração e separação do RNA do vírus da secreção nasal coletada do paciente, reduzindo o processo para cerca de duas horas, que de forma manual, levava cinco horas.

Feita a separação do RNA do vírus, a próxima etapa consiste em introduzir o RNA separado em outra máquina, misturando-se a uma substância reagente. Se a presença do vírus for positiva, a substância em contato com o RNA emite fluorescência microscópica. No caso de não haver presença do vírus da COVID-19, a fluorescência microscópica não é emitida.
 
Cada placa tem capacidade de realizar cerca de 120 exames de uma vez. Atualmente, com a coleta da secreção nasal de pacientes, a extração do RNA do vírus está sendo feita em três turnos.
 

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