Fotos: Guilherme Sircili

A prefeitura de Ribeirão Preto seguiu as recomendações da Agência Nacional de Águas (ANA), que orientou a busca de um novo manancial, e conseguiu, junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, recursos para custear um projeto de infraestrutura e respectivos estudos ambientais que analisarão a viabilidade de aproveitamento da água do rio Pardo para o abastecimento do município.

No “Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água”, a ANA aponta que Ribeirão Preto e outras 73 sedes municipais necessitam de novos mananciais, considerando a insuficiência de disponibilidade hídrica superficial ou subterrânea para o atendimento da demanda no longo prazo.

“É responsabilidade dos gestores das cidades pensar nas futuras gerações e garantir o abastecimento para uma cidade em plena expansão como Ribeirão Preto”, afirmou Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão Preto.

O valor total previsto para a elaboração dos estudos e projeto é de R$ 3.118.368,93, dos quais R$ 2.962.450,48 serão financiados pelo Ministério do Desenvolvimento, e os R$ 155.918,45 restantes serão contrapartida do Daerp.

Abastecimento hoje

Atualmente, o abastecimento de água em Ribeirão Preto é totalmente feito a partir do Aquífero Guarani, mas estudos geológicos apontam queda nos níveis do manancial, o que acende um alerta quanto à preservação da fonte e necessidade de busca de novas alternativas de captação de água.

A atual concepção da operação do abastecimento de água de Ribeirão Preto já está sendo revista e reestruturada pelo Daerp, através de um programa amplo de Gestão, Controle e Redução de Perdas. Com os investimentos feitos até o momento, as perdas no sistema de abastecimento foram reduzidas em 25,3%, passando de 61,48%, em 2016, para 49,06% em 2020. O programa pretende reduzir ainda mais essas perdas e recuperar um volume aproximado de 1 m³/s, a fim de garantir o abastecimento da cidade no médio prazo e diminuir a pressão sobre o Aquífero.

Abastecimento no futuro

Sede de região metropolitana e um dos municípios mais importantes do estado de São Paulo, Ribeirão Preto tem em seu DNA a vocação para o desenvolvimento econômico, mas precisa planejar ações que aliem desenvolvimento social e ambiental para alcançar sustentabilidade e garantir água de qualidade e em quantidade suficiente à população, que deve chegar a 900 mil habitantes em 10 anos.

Para tanto, o município deve agir pela preservação do Aquífero Guarani e assegurar uma nova fonte de abastecimento, de modo que, no longo prazo, os dois sistemas funcionem concomitantemente. Desta forma, a captação da água superficial do Rio Pardo diminuirá os volumes captados no manancial subterrâneo, reduzindo também os impactos.

O que preveem os estudos?

Os estudos e projetos necessários para analisar a viabilidade de captação de águas superficiais e implantação de nova fonte manancial devem compreender:

  • Harmonização do abastecimento da cidade, no longo prazo, aos planos e intervenções na área urbana;
  • Análise e diagnóstico do sistema de abastecimento existente: avaliação do(s) manancial(ais), estudos hidrológicos, avaliação da captação, estudo de tratabilidade e qualidade da água a ser tratada, adutora de água bruta, estação de tratamento de água, reservatórios, elevatórias de água tratada, interligações ao sistema de reservação e redes de distribuição;
  • Estudos demográficos: inspeções de campo, análise e estudos da dispersão populacional existente, análise de legislação de uso e ocupação do solo, definição de áreas homogêneas e projeções demográficas com horizonte de projeto para 35 anos;
  • Determinação de demandas de água: critérios e parâmetros de projeto, cálculo das demandas mínimas, médias e máximas diárias e horárias;
  • Inspeções de campo para definição de alternativas e traçados – Matriz de Alternativas;
  • Concepção do Sistema Proposto: avaliação do manancial, elevatória de água bruta / tratada, adução de água bruta / tratada, estação de tratamento de água, reservatórios e interligação ao sistema existente;
  • Pré-dimensionamento das instalações propostas e definição da melhor concepção sob os aspectos de custo/benefício e ambientais.
  • Estudos complementares: levantamento topográfico planialtimétrico, batimetria; investigação do solo com sondagem a percussão, estudos geológicos, geotécnicos e arqueológicos.

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