Setembro de 2020 foi o mais quente da história em todo o mundo

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Em mais um sinal claro do processo de aquecimento global pelo qual está passado o planeta, o mês passado foi o setembro mais quente registrado no registro histórico, anunciou nesta quarta-feira, 7, o Serviço de Mudança Climática Copernicus, do Programa de Observação da Terra da União Europeia, que registra essa informação desde 1979.
Esse aumento na temperatura do ar foi registrado em diferentes pontos do planeta, como no norte da Sibéria, no Oriente Médio, em partes da América do Sul, Austrália e Europa. Nos Estados Unidos, Los Angeles chegou a registrar 49°C. Já o Ártico tem apresentado aquecimento desde a primavera do hemisfério norte, em um período que o relatório classifica como “incomum por sua magnitude e persistência”. Ainda em maio, a região apresentou temperaturas até 10°C mais elevadas que o normal, segundo o Copernicus. Em junho, bateu o recorde de 38°C, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O Copernicus também alertou que, em setembro deste ano, a cobertura glacial no mar ártico teve sua segunda menor extensão registrada desde o início da série histórica. “Em 2020, houve um declínio de rapidez incomum na cobertura de gelo durante junho e julho, na mesma região em que temperaturas acima da média foram registradas, pré-condicionando o mínimo de gelo marítimo a ser particularmente baixo este ano”, afirmou em nota à imprensa Carlo Buontempo, diretor do Copernicus.

Com base no observado nos primeiros nove meses do ano, a instituição estima que 2020 pode bater os recordes de temperatura e se tornar o mais quente já registrado,

Este ano, a média para setembro superou ainda em 0,63ºC a média geral para o mês (registrada entre 1981 e 2010) e em 0,08ºC a média para o mesmo mês em 2016 – que, como um todo, foi o ano mais quente já registrado na história e teve o segundo setembro mais quente do registro.

Esse calor também foi observado no mês passado no Brasil, com vários dias de temperatura acima da média e quebras de recordes, que se mantiveram agora em outubro, culminando em um alerta de risco de morte emitido pelo Inmet nesta terça-feira.

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