Imagem Ilustrativa

*Por Gabriel Carabolante com supervisão de João Pitombeira

O estudo de janeiro que trouxe os dados acima também revelou que o YouTube é a rede mais usada com 96,4% de resposta positiva entre as pessoas que responderam o questionário. A rede de vídeos é seguida pelo WhattsApp, aplicativo de mensagens, seguido pelo Facebook, com 3 bilhões de usuários no mundo apesar de ter perdido engajamento no Brasil nos últimos tempos. Mas qual será o motivo de tanto uso das plataformas de conexão social atualmente?

O começo

A primeira rede social, a Classmates, surgiu nos EUA e Canadá, em 1995. O objetivo era conectar os estudantes da faculdade. O popular facebook foi criado em 2004 pelos estudantes de Harvard, Mark Zuckerberg, o brasileiro Eduardo Saverin, Chris Hughes e Dustin Moskovitz. Tudo isso já faz um bom tempo, mas ainda há quem se lembre de ter criado sua primeira conta no Orkut, como é o caso de Jaime Carabolante, meu pai, de 48 anos. “Muito bacana a ideia de conectar as pessoas através da internet. Todo mundo usava pra compartilhar fotos e trocar mensagens. Era algo revolucionário, mas não usado com frequência como a geração de hoje”. O ano era 2005.

Preocupação com curtidas

Atualmente, temos redes sociais pra todos os gostos e o que vem crescendo nitidamente é o trabalho nas mídias digitais com muitos meios de interações e número de usuários. Fiz, então, uma pergunta para sete amigos entre 17 e 24 anos (usando o whattsapp, claro). “Você se preocupa com a quantidade de curtidas nas suas redes sociais?” Seis deles disseram que não se importam, que isso é indiferente, mas, a sétima amiga, Laura Berti, disse que gosta de “bater recorde de curtidas a cada foto, ou seja, conferir se a foto postada hoje bateu a meta da foto anterior”.

Eu mesmo confesso que me importo. Se posto uma foto mega produzida, bonita, bem editada, centralizada e tem só 10 curtidas, eu apago. O Instagram chegou a remover o número de curtidas para não estimular a ansiedade entre os usuários. O professor e especialista em mídias digitais e presidente da APP, a Associação Paulista de Propaganda, Eduardo Soares, acredita que “quem faz uma publicação busca por algo. Uma curtida na rede social pode significar aquela recompensa que o cérebro busca diariamente.” Por outro lado, segundo ele, o Instagram fez um jogo comercial quando tirou as visualizações dos “likes”. Assim, pessoas que produzem conteúdos interessantes e com pouco entrosamento não passam a impressão de não ter aceitação entre o público em comparação com outro usuário que posta fotos de paisagens e tem mais engajamento.

Para o especialista em mídias digitais Eduardo Soares: “Quem faz uma publicação busca por algo”.

Deixe uma resposta