Foto: Divulgação

Após ter a fachada iluminada em tons de vermelho e amarelo, cores símbolo de sua arquitetura, o Theatro Pedro II realiza a apresentação da série “Concertos Internacionais” para reforçar as comemorações pelos seus 91 anos, completados no último dia 8 de outubro.

O concerto traz em seu repertório uma homenagem ao compositor argentino Astor Piazzolla, que faleceu em 4 de julho de 1992, aos 71 anos. Suas obras terão a regência de Reginaldo Nascimento e participação dos solistas convidados Norberto Vogel e Matias Nieva.

O complexo arquitetônico do Theatro Pedro II é um dos principais patrimônios culturais e históricos da cidade, sendo referência dos ribeirão-pretanos e considerado o terceiro maior teatro de ópera do Brasil. Já a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto é a mais antiga em atividade ininterrupta no país.

A transmissão do espetáculo será pelos canais do Youtube do Theatro Pedro II, da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e da Prefeitura Municipal.

91 anos de história

Inaugurado em 8 de outubro de 1930, no apogeu do ciclo do café, pelos barões daquela época, cerca de duas mil pessoas assistiram a apresentação do filme “Alvorada do Amor” no Theatro Pedro II que, durante 30 anos, foi o principal polo cultural de Ribeirão Preto.

Entre os anos de 1950 e 1970, o subsolo foi o local dos grandes bailes de carnaval da cidade, além de ser utilizado como sala de jogos, ficando conhecido como “Caverna do Diabo”. O Theatro também contava com passagens secretas utilizadas por membros da alta sociedade que se hospedavam nos hotéis ao lado do prédio.

O declínio do Theatro começou a partir da década de 70, com seu arrendamento. Após uma reforma que descaracterizou totalmente sua estrutura original, se transformou em cinema.

A data de 15 de julho de 1980 jamais será esquecida. Durante a exibição do filme “Os Três Mosqueteiros Trapalhões”, um incêndio devastou o Theatro Pedro II, destruiu a cobertura e comprometeu sua estrutura. No dia 7 de maio de 1982, o prédio foi tombado pelo Condephaat após campanhas pedindo a preservação do patrimônio.

Em maio de 1991, iniciou-se a primeira etapa de restauração e modernização do Pedro II. Na fase de reforma, a cúpula metálica da plateia principal foi reconstruída pela artista plástica Tomie Ohtake, que criou o lustre de cristal “Gota D’água”, além do rebaixamento da caixa cênica em seis metros. A reforma durou cinco anos e o restauro das características arquitetônicas originais recuperaram o Pedro II, ampliando suas funções.

Em agosto de 1996, um concerto da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto com o Coral do Teatro Colón, de Buenos Aires, marcou a reinauguração do Theatro Pedro II com a apresentação da ópera O Guarani e a Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven, respectivamente sob regência dos maestros Roberto Minczuk e Isaac Karabtchevsky, além da presença do tenor solista Fernando Portari.

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