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Léia Coelho/Jornal da Usp

O retorno do setor de eventos deve ocorrer de forma tímida. É o que prevê o professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP (FEA-RP) para a retomada dos grandes shows no País. Para o professor, se o Brasil mantiver o atual ritmo de vacinação, é possível que no final do ano esteja num processo de normalização parecido com o de outros países.

Mas os empresários do setor estão esperançosos para uma possível retomada dos negócios ainda este ano, com o avanço da vacinação contra a covid-19. Especula-se até mesmo sobre possível realização de um evento exclusivo para vacinados, recentemente anunciado pelas mídias sociais. Mas, de concreto, o setor, um dos mais afetados pelo isolamento social, tem ainda muitas incertezas.

É o caso de Luit Marques, organizador do João Rock, um dos maiores festivais de rock do País que acontece anualmente em Ribeirão Preto-SP. Realizado pela última vez em 2019, o evento tem algumas chances para este ano, pelo menos é o que espera Marques, que acredita no avanço da imunização, já que a receptividade do público deve ser das melhores. Para o empresário, deve acontecer no Brasil o mesmo que já está ocorrendo nos Estados Unidos e Europa, com grande procura pelos ingressos.

A explicação para o otimismo, comenta Marques, é a demanda reprimida pela pandemia. “Os grandes eventos são os primeiros a ser cancelados e os últimos a ser liberados”, diz, reconhecendo o nível de dificuldade para o cumprimentos dos protocolos sanitários e a necessidade da segurança oferecida pela imunização. Apesar de admitir que ainda tem reservas, está esperançoso pelo melhor até o final de 2021. “Quanto antes a gente retomar é sinal de que estamos perdendo menos vidas e melhor está a economia do País”, enfatiza.

Com relação à economia, o professor Nakabashi concorda com Marques, afirmando que o impacto da pandemia sobre os eventos é muito ruim, já que o setor afeta vários outros, como o hoteleiro, por exemplo.

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