Foto – Roberto Mentha

Atualmente, no Brasil, 30,2 milhões de pessoas sobrevivem com até um salário mínimo. O número de brasileiros que vivem com uma renda mensal de até R$ 1,1 mil atingiu seu recorde, de acordo com estudo da consultoria IDados, realizado com base nos indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do segundo trimestre.

Os números integram um estudo elaborado pela consultoria IDados, com base nos indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do segundo trimestre.

Em relação ao total de pessoas empregadas, são 34,4% trabalhadores recebendo até um salário mínimo, patamar mais alto desde 2012.

O que a pesquisa revela, portanto, é que os brasileiros podem até conseguir algum tipo de trabalho, seja na informalidade ou como conta própria, mas estão sendo mal remunerados. E essa dificuldade ganha contornos ainda mais dramáticos porque o orçamento das famílias tem sido corroído pela alta de alimentos, energia elétrica e combustível: no acumulado de 12 meses, a inflação já está próxima de 10%.

Desde 2012, quando a série histórica começou, o menor número de trabalhadores com rendimento de até um salário mínimo foi visto no auge da pandemia. No terceiro trimestre do ano passado, 17,6 milhões de pessoas tinham remuneração mínima. “A fatia do PIB que vai para o trabalho não é tão pequena assim, mas está muito mal distribuída. Há uma fração muito grande de trabalhadores brasileiros recebendo um salário muito baixo”, afirmou Ricardo Paes de Barros, professor titular do Insper, ao G1.

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