O preço dos combustíveis permaneceu em alta nas bombas esta semana, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), renovando recordes históricos que vêm provocando reação até de aliados do governo Jair Bolsonaro.

De acordo com a agência, gasolina e diesel ficaram 0,3% mais caros na semana, atingindo um preço médio de R$ 6,076 e R$ 4,709 por litro, respectivamente. Etanol e gás natural veicular subiram 1,1% e 0,6%, para R$ 4,704 por litro e R$ 4,146 por metro cúbico.

Já o botijão de gás bateu R$ 98,33, alta de 1,5% em relação ao praticado na semana anterior. É o combustível que tem apresentando maior aumento nas últimas semanas chegando a custar R$ 135 para o consumidor final. Em um mês, segundo a ANP, o preço do botijão acumula alta de 5%.

Desde o início do ano, o preço médio do botijão de gás aos consumidores subiu quase 30%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), passando de R$ 75,29 no final de 2020 a R$ 96,89 na semana passada. A alta é mais de 5 vezes a inflação acumulada no período, de 5,67%.

A economista aponta que, diferente de outros produtos, o gás de cozinha não é facilmente substituível – o que dificulta para que as famílias economizem nesse item. “Você não vai conseguir substituir gás de cozinha por nada, dependendo de onde você mora. Não vai conseguir, por exemplo, colocar um fogão a lenha”.

A escalada do preço dos combustíveis vem desde o final de 2020, acompanhando a recuperação das cotações internacionais do petróleo e a desvalorização cambial, que tem fortes impactos na inflação e na popularidade do presidente Jair Bolsonaro.

Desde março, os tributos federais sobre o gás de cozinha em botijões de 13 kg estão zerados. Mas eles representavam apenas 3% de todo o valor final. Assim, outras influências de alta fizeram com que essa redução fosse muito pouco (ou quase nada) sentida pelos consumidores.

Nesta semana, a Petrobras entrou na mira de autoridades em Brasília, com críticas à sua política de preços partindo até do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para quem o ritmo de reajustes no Brasil é mais acelerado do que em outros países.

Em outra frente, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) disse que a empresa deve ser lembrada “que os brasileiros são seus acionistas” e deveria “dividir com o povo brasileiro o pouco da riqueza”.

Desde o início do ano, os preços internacionais do barril de petróleo já subiram mais de 40%. Além da política de preços da Petrobras seguir a variação do mercado externo, parte considerável do GLP consumido no Brasil é importada. Assim, quando os preços sobem lá fora, sobem aqui também

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui