Valor da cesta básica permanece em crescente preocupando ainda mais a população. Na última semana, uma pesquisa relevou que o preço dos alimentos teve um reajuste de 30% somente neste ano. Trata-se de um dos maiores percentuais das últimas décadas, fazendo com que o Brasil volte ao mapa da fome.

A cesta básica voltou a subir em outubro, em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, chegando a passar de R$ 700.

Segundo levantamento divulgado pelo Dieese na sexta-feira (5), a cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 700,69), seguida pelas de São Paulo (R$ 693,79), Porto Alegre (R$ 691,08) e Rio de Janeiro (R$ 673,85).

Até setembro, o preço ainda não tinha chegado a R$ 700 em nenhuma capital do país. A mais cara era a de São Paulo: 673,45.

A região com o maior encarecimento foi Brasília, que contabilizou um reajuste anual de 31%. Houveram ainda outras capitais como Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%), que se destacaram nos acréscimos totais de 2021 segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo órgão em 17 capitais.

Em 1 ano, o preço da cesta básica subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram observados em Brasília (31,65%), Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%).

Para as famílias de baixa renda, o preço da cesta básica de alimentos chega a comprometer, na média entre as 17 capitais, 58,35% do salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%). Em algumas capitais, já equivale mais de 60% do salário mínimo.

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