As escolas particulares de São Paulo correm para se organizar e iniciar o segundo semestre letivo com aulas presenciais todos os dias para todas as séries.

O governo João Doria (PSDB) publicou decreto, nesta quarta (7), retirando o limite de 35% de atendimento presencial, que obrigava as escolas a adotar rodízio de turmas. Com a mudança, as unidades poderão definir a quantidade de alunos desde que respeitem o distanciamento de 1 metro nos espaços escolares.

O governo paulista tem empenhado esforços para que mais alunos voltem a frequentar as aulas presenciais; o principal desafio, no entanto, continua sendo o retorno nas escolas públicas.

O governo estadual estuda tornar a volta presencial obrigatória no próximo semestre, mas há o receio de que a medida prejudique ainda mais os alunos mais vulneráveis. Com a obrigatoriedade, estudantes que não se sentem seguros ou não querem retornar às aulas presenciais poderiam abandonar de vez a escola.
“A obrigatoriedade nesse momento pode não ajudar no retorno. É um momento de acolher, de dar confiança às famílias. Não podemos correr mais risco de o aluno abandonar a escola”, disse Hubert Alquéres, membro do Conselho Estadual de Educação.

Apesar da liberação e do avanço da vacinação no estado, gestores, professores e especialistas temem que uma nova piora da pandemia possa novamente atrapalhar a retomada das atividades. A circulação de novas variantes do vírus, como a delta, ainda deixam os educadores em alerta.

Esse temor também tem feito com que alguns colégios optem pela progressiva no segundo semestre.

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