O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, reuniu líderes mundiais nesta sexta-feira (17) para debater a intensificação dos esforços no combater às mudanças climáticas. O objetivo é se preparar para uma cúpula internacional sobre o aquecimento global, que será realizada no fim deste ano.

Biden promoverá uma reunião virtual do Fórum das Grandes Economias (MEF) na Casa Branca, uma sequência ao encontro do Dia da Terra, que sediou em abril, para apresentar novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e induzir outros países a fazerem mais para conter as suas.

O presidente destacou a mudança climática diversas vezes nas últimas semanas, na esteira dos danos causados por inundações e incêndios florestais devastadores nos EUA.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou de fora de uma cúpula convocada nesta sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para lidar com mudanças climáticas e preparar a reunião da ONU sobre o tema, em outubro em Glasgow.

Argentina, Bangladesh, Indonésia, Coreia do Sul, México, Grã-Bretanha e União Europeia participaram do encontro, assim como o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres. Além de Bolsonaro, ficaram de fora líderes da China e Rússia. Na agenda do presidente brasileiro nesta sexta-feira, de fato, não há qualquer previsão de eventos internacionais.

Tratar do assunto é uma de suas maiores prioridades domésticas e internacionais. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) em Glasgow, de 31 de outubro a 12 de novembro, é vista como um momento crítico para o mundo se comprometer a fazer mais para deter a elevação da temperatura. Biden quer reunir grandes poluidores para tornar a COP26 um sucesso.

Ainda nesta semana, a Casa Branca informou que Biden espera usar o MEF, depois da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU), para continuar pressionando por medidas em favor do clima.

“O presidente delineará planos para alavancar o MEF pós-Glasgow como plataforma de esforços coletivos concretos de escalada da ação climática ao longo desta década decisiva”, disse a Casa Branca em comunicado.

Também em abril, Biden anunciou nova meta para reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos EUA em 50%-52% até 2030, na comparação com os níveis de 2005.

A reunião de hoje se concentra especialmente no metano. Os EUA e a União Europeia concordam em tentar cortar as emissões de metano em cerca de um terço até o fim desta década e estão pressionando outras grandes economias a se unirem a eles, de acordo com documentos a que a Reuters teve acesso.


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