A escassez de aproximadamente 100 mil caminhoneiros no Reino Unido, causada pela Covid-19 e pelo aumento da burocracia para profissionais de outros países atuarem na região após o Brexit, levou o governo britânico a anunciar uma série de medidas para suprir esta falta de motoristas e, principalmente, evitar que o esgotamento dos combustíveis nos postos de gasolina e a interrupção no fornecimento de mercadorias para supermercados se agravem ainda mais.

No sábado, 25, o governo do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou a concessão de 5 mil vistos temporários para profissionais de outros países poderem atuar na região. O comunicado foi feito pelo Departamento Britânico de Transporte, que detalhou a concessão para motoristas de caminhões-tanque e caminhões de alimentos por três meses com objetivo de aliviar a situação na região pelo menos até o Natal.

Esta é a gota d’água de uma escassez de mercadorias que atinge a região há meses após a cisão com a União Europeia — antes, os cidadãos dos países do bloco podiam circular livremente entre uma nação e outra, sob as regras econômicas do bloco. Com essa crise altamente impopular, o governo está sendo questionado sobre a rigidez das normas de circulação dos caminhoneiros nas fronteiras, além da demora em propor soluções. Como outros países da Europa também enfrentam escassez de motoristas, a efetividade das medidas recém anunciadas ainda geram dúvidas.

O Sr. Watchorn é suinocultor na Inglaterra e próspero nos negócios. Neste ano, afirmou ele, a perspectiva para o outono é desoladora.

Faltam funcionários nos abatedouros, que estão processando uma quantidade menor que a habitual de suínos. Faltam motoristas para levar a carne suína aos mercados e açougues. E faltam açougueiros para preparar a carne para os consumidores.

O ministro da Fazenda, Rishi Sunak, reconheceu na BBC Radio nesta segunda-feira que haverá escassez no período natalino.

Ele afirmou que o governo está fazendo “tudo o que pode” para mitigar os problemas na cadeia de abastecimento, mas admitiu que não existe “solução mágica”.

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