Kabul (Afghanistan) Foto: EFE/EPA/STRINGER

Oficiais dos Estados Unidos confirmaram na manhã deste domingo, 29, que o país foi o responsável por um novo ataque aéreo com drone em Cabul, capital do Afeganistão, que teve como alvo militantes do braço afegão do Estado Islâmico, o ISIS-K.

O ataque deste domingo foi feito por um drone que era pilotado por agentes que nem mesmo estão no Afeganistão. Segundo ele, explosões secundárias após o ataque provam que o homem-bomba levava uma grande quantidade de material explosivo. É o segundo ataque americano contra o Estado Islâmico nessa semana.

Segundo informou o Pentágono, o ataque “defensivo” teve como objetivo “eliminar uma ameaça iminente” do grupo contra o aeroporto da cidade.

O Talibã é inimigo do Estado Islâmico no Afeganistão. A informação do ataque também foi confirmada pelo porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid. Segundo ele, o drone atingiu um carro carregado de explosivos, guiado por um homem-bomba, mas também não informou o alcance do ataque nem a quantidade de vítimas.

Imagens transmitidas pela TV do Afeganistão mostram fumaça escura no céu, mas não há nenhuma informação a respeito de perdas até o momento.

Na última quinta-feira, 26, após um um homem-bomba suicida do Estado Islâmico promover um atentado no aeroporto, já havia aumentado o temor americano por um novo ataque a civis na cidade. O atentado terrorista deixou 13 militares americanos e mais de 170 civis afegãos mortos. Na ocasião, o presidente americano, Joe Biden, disse que ordenou ao Pentágono que planejasse como atacar o ISIS-K. “Não vamos perdoar. Não vamos esquecer. Vamos caçá-los e fazê-los pagar“, disse Biden durante fala na Casa Branca.

Na noite de ontem, Biden havia feito um novo alerta a respeito de uma suspeita de ataque ao aeroporto de Cabul. “A situação no terreno continua extremamente perigosa e a ameaça de ataques terroristas no aeroporto continua alta”, disse ele no comunicado.

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