Foto: Henry Nicholls/Reuters

Ao menos 33 pessoas morreram depois que o bote onde elas estavam naufragou enquanto tentavam atravessar o Canal da Mancha da França para o Reino Unido, nesta quarta-feira (24), de acordo com o prefeito da cidade de Teteghem.

No início da quarta-feira, um grupo de mais de 40 migrantes foi visto indo em direção ao Reino Unido em um bote.

As autoridades locais haviam dito anteriormente que cinco imigrantes haviam se afogado, mas que era provável que o número aumentasse porque vários dos resgatados se encontravam em estado grave.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, lamentou no Twitter essa “tragédia”. “Meus pensamentos estão com os muitos desaparecidos e feridos, vítimas de criminosos que se aproveitam de sua angústia e miséria”, acrescentou.

Franck Dhersin, prefeito de Teteghem e vice-presidente de Transportes para a Região Norte da França, foi quem anunciou as mortes.

O balanço dessa tragédia supera por si só o número total de mortes no Canal da Mancha desde 2018, quando começou a aumentar o número de migrantes que tentam alcançar as costas britânicas a bordo de pequenas embarcações devido à maior vigilância nos portos e no túnel que liga França e Inglaterra.

Antes desse naufrágio, o balanço de 2021 era de três mortos e quatro desaparecidos. Em 2020, seis pessoas perderam a vida e outras três desapareceram. Em 2019, foram registrados quatro mortos.

As tarefas de busca, que continuam durante a tarde, começaram depois que um pescador alertou “por volta de 14h00” a “descoberta de cerca de 15 corpos flutuando nas costas de Calais”, segundo o ministério do Interior.

O Canal da Mancha é uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo e as correntes são fortes. Os barcos pequenos muitas vezes ficam à mercê das ondas.

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