O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (14), que, se for reinfectado com a Covid-19, vai tomar hidroxicloroquina e ivermectina novamente e “ponto final”.

Os medicamentos não têm eficácia comprovada no tratamento da doença, mas são defendidos pelo mandatário desde o início da pandemia.

A defesa do governo do tratamento precoceé uma das principais linhas de investigações da CPI da Covid no Senado, que está na reta final. O relatório deve ser apresentado na próxima terça-feira (19).

“Eu falo aqui, olha, se eu for novamente hoje reinfectado, eu vou tomar hidroxicloroquina e ivermectina, ponto final.

É a minha vida que está em jogo”, disse Bolsonaro, em entrevista a uma rádio de Pernambuco.

O presidente afirmou também na entrevista que, se o médico não prescrever os medicamentos, procurará outro.

Ainda na entrevista desta manhã, Bolsonaro disse que “centenas de milhares [de pessoas] aqui no Brasil poderiam estar vivas hoje em dia, se tivessem feito o tratamento precoce”. Ele afirmou também que “não há notícia” de quem tenha se submetido ao uso dos medicamentos e tenha morrido.

O chefe do Executivo alegou ainda que o chamado tratamento precoce foi politizado por quem é contrário ao uso, para tentar criar um “pavor” na cabeça das pessoas.

A declaração não tem respaldo científico. O Brasil tem hoje mais de 600 mil mortes pelo coronavírus.

O mandatário disse ainda que o governo prepara um estudo sobre ivermectina e hidroxicloroquina que será “notícia bomba favorável” ao tratamento precoce. Ele não deu detalhes, mas disse que será revelado nos próximos dias.

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