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A juíza Maria Cristina Rech, da 4º Vara Criminal do Foro da Comarca de Caxias do Sul, aceitou nessa quinta-feira (25) a denúncia do Ministério Público (MP) contra 10 pessoas envolvidas na venda de carne de cavalo para bares e restaurantes da cidade, localizada na Serra. Agora, os denunciados serão citados e as defesas irão apresentar resposta à acusação. Seis estão presos e quatro seguem em liberdade.

Com isso, todas se tornaram réus no processo, sendo que oito serão julgadas por organização criminosa e adulteração de produto alimentício destinado à consumo e as outras duas por crime contra as relações de consumo.

“Os elementos de prova colhidos no curso da investigação apontam para prática reiterada do delito de adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios de forma organizada, com o fornecimento de carne abatidas irregularmente a restaurantes desta cidade, colocando em risco a segurança alimentar da população, o que evidencia ser indispensável à ordem pública e da própria investigação a decretação da prisão preventiva dos investigados”, disse a juiza na decisão.

O grupo é acusado pelo MP de organização criminosa, de entregar para consumo substância alimentícia ou produto falsificado, corrompido ou adulterado; de induzir o consumidor a erro e por ter em depósito, para vender ou entregar, mercadoria em condições impróprias ao consumo.

O esquema funcionaria da seguinte forma: uma parte do grupo ficaria responsável pela procura por cavalos para serem abatidos. Os animais, muitos deles doentes, seriam vendidos para o proprietário de uma chácara, no bairro Forqueta, em Caxias do Sul. No local, seriam abatidos e carneados.

]A carne de cavalo e até de mula, sem qualquer tipo de inspeção, fiscalização e higiene seria vendida para um estabelecimento comercial. Esse local, também clandestino, ficaria responsável por moer e transformar essa carne em hambúrgueres e vendê-los como se fossem de gado para restaurantes da região.

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