O caso chocou desde a sua revelação: o estudante do curso de Medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, de 22 anos, foi denunciado junto à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Teresina acusado de ser pedófilo.

Segundo a acusação, registrada pela mãe de duas crianças abusadas, ele estuprou as próprias irmãs, filhas de sua madrasta. Uma tem 3 e outra 12 anos. Depois da denúncia, pelo menos mais cinco casos teriam surgido. A revolta das mães é que, segundo elas, Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira seria um abusador que vive uma vida normalmente.

Advogada e acadêmica do curso de Medicina, Priscila Karine, mãe de uma das vítimas, teve coragem de se expor, concedeu entrevistas e postou em suas redes sociais uma espécie de recado pedindo que as pessoas divulgasse para o máximo de pessoas uma imagem, com a foto dele, o chamando de “monstro”, e pedindo que mais casos sejam levados até a Polícia.

Marcos Vitor

Aos 22 anos, Marcos Vitor mora e estuda em Manaus-AM. Filho de uma família composta por muitos médicos, alguns bastante conhecidos em Teresina, não aparentava ser um abusador conforme as denúncias apresentadas. Entretanto, familiares passaram a perceber comportamento estranho de crianças que tinham contato com ele. A filha de Priscila, por exemplo, que é prima do acusado, vinha sendo abusada desde seus 5 anos, de acordo com a denúncia.

Bastante charmoso e cheio de amigos, Marcos Vitor não levantou, até então, desconfiança de qualquer outra pessoa. E se surpreendeu com a denúncia, mesmo tendo, segundo a mãe de uma das vítimas, confessado o crime e até pedido desculpas através de mensagem via Whatsapp. Em um post no seu perfil no Instagram, ele se defendeu e revelou que tem recebido apoio de algumas pessoas: “O que tiver de ser esclarecido, será nos órgãos competentes. Não estou foragido e nem me escondendo. Me resta agradecer a tanta gente que está me prestando apoio neste momento”. 

A descoberta

Em julho deste ano, a família de uma das vítimas passou a desconfiar e conversar com a adolescente para tentar descobrir o que de fato aconteceu. Além da tia, a madrasta registrou na Polícia o caso, aguardando que ele seja preso. Em agosto o caso foi levado à DPCA. Temendo uma maior repercussão, Marcos Vitor mandou mensagens de texto pedindo desculpas, segundo denunciam as mães das vítimas. A partir daí o acusado contratou uma assessoria jurídica para se defender e as adolescentes estupradas, além de iniciarem tratamento psicológico, foram ouvidas na delegacia em Teresina. Até o momento há o registro de pelo menos sete vítimas.

As famílias agora estão com medo de Marcos Vitor fugir e por isso o querem preso. Pelos depoimentos, ele vinha cometendo os abusos já há muito tempo, desde que sua irmã e prima eram muito pequenas. Entretanto, o comportamento e a revelação feita à mãe fizeram o caso chegar à Polícia Civil. A Delegacia de Proteção A Criança e ao Adolescente (DPCA) em Teresina está a frente do caso através da delegada Camila Miranda, titular. Ela, entretanto, não concedeu entrevista sobre o assunto. O delegado Matheus Zanatta, coordenador da Gerência de Polícia Especializada (GPE), informou já ter conversado sobre o assunto com a delegada Camila. Segundo ele, o inquérito foi aberto e as investigações estão em andamento contra Marcos Vitor. 

Os depoimentos das crianças que foram abusadas são assustadores. Todas elas passam hoje por tratamento. Algumas temem, inclusive, ficar sozinhas com outros homens em determinados ambientes devido o trauma. A imagem abaixo é de um print feito de uma mensagem de texto enviada à ex-madrasta. Priscila Karine divulgou em suas redes sociais que uma das vítimas relatou que desde os 5 anos era abusada por ele e contou que Marcos Vitor “mexeu” com ela numa viagem feita ao Uruguai. É aí que ele praticamente admite o fato, respondendo que tratava-se de uma “parte escura” de sua vida, pede perdão, fala em “superar a vergonha que sente” e diz que faria o que fosse preciso para “superar essa vergonha”.

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