A pesquisadora Elba Lemos do Instituto Oswaldo Cruz, confirmou à CNN que a morte do primeiro-sargento Carlos Eduardo da Silva, no sábado (23), no Rio de Janeiro, ocorreu em decorrência da febre maculosa.

Silva tinha 21 anos de corporação, dos quais 15 no Batalhão de Choque, e foi atendido na unidade de pronto atendimento (UPA) de Teresópolis no dia 19, sendo transferido para o Hospital da Fiocruz. Amaral integrava o Batalhão de Choque há nove anos, quatro deles como instrutor.

No domingo, o cabo Mario César Coutinho de Amaral morreu, com suspeita da doença que ainda espera confirmação.

Mario César estava na corporação há nove anos e no Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) há quatro, onde era instrutor.

Curso de Operações de Polícia de Choque (COPC) no Rio de Janeiro

Os agentes participavam de um curso de especialização em área de mata no Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Polícia Militar confirmou as mortes de dois policiais militares durante o fim de semana.

Segundo relatos, a transmissão da doença aconteceu durante uma “etapa de mata” da instrução, mais longa durante o COPC.

“O processo de investigação está em curso agora. Todas as pessoas que participaram do curso (cerca de 60 pessoas) estão sendo monitoradas. Caso apareça algum sinal ou sintoma, ele possa ser imediatamente tratado para impedir a evolução para formas mais graves. Mas ainda está numa fase preliminar da investigação dos casos”, afirmou o secretário estadual de saúde Alexandre Chieppe.

Segundo o secretário, no estado do Rio de Janeiro, os locais de ocorrência de febre maculosa estão situados nas regiões noroeste e serrana. “A região de que fomos notificados, ainda de forma preliminar, não é área endêmica para febre maculosa, e o processo de investigação está em curso

Febre Maculosa

A febre maculosa é uma doença que, no Brasil, também é chamada de febre do carrapato, já que sua transmissão se dá por meio da picada de um desses insetos, do tipo carrapato-estrela infectado com bactérias, é possivelmente fatal.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores musculares. Pode haver erupções, geralmente com pele escura ou crosta no local da picada de carrapato.

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