A Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantelou uma quadrilha que aplicava o chamado ‘golpe dos nudes’ em pelo menos 8 estados.

Falsos policiais, falsas delegacias e até falsas vítimas menores de idade.

O golpe inicia com o contato de uma mulher jovem com os alvos. Após iniciar a conversa em um aplicativo, eles passam a conversar por mensagens, e a trocar fotos íntimas.

Em seguida, o homem, vítima do golpe, passa a receber ligações dos supostos pais da jovem ou de falsos policiais civis que o acusam de pedofilia, sob a alegação de que as fotos são de uma criança ou adolescente. Na extorsão, os falsos familiares exigem valores para não denunciar à polícia ou se identificam como delegados, na tentativa de arquivar os supostos inquéritos.

O golpe ganhou até um nome: “sextortion”.

A organização criminosa que em pouco mais de um ano teria extorquido mais de 100 vítimas em sete estados, entre eles o Rio Grande do Sul, e em cinco meses movimentado cerca de R$ 5 milhões.

De acordo com a investigação, os golpistas, que recebiam ordens de dentro dos presídios, usavam indevidamente os nomes de investigadores e delegados, para intimidar vítimas.

No mês passado, a polícia já havia desencadeado a Operação Alfarrábio, também em combate ao golpe dos nudes, quando ocorreu um cumprimento de mandado em Erechim.

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