O influenciador digital Thiego Amorim afirma que sofreu racismo durante abordagem de dois policiais militares no estacionamento do shopping Conjunto Nacional, na última quarta-feira (20), na região central de Brasília. Em vídeo, ele disse que ouviu “você tem perfil de bandido” de um dos policiais.

 “Sabe o quão difícil é ser negro? Todos os dias, eu acordo e faço de tudo para não ser tratado como bandido. Mas ainda assim é insuficiente, não sei o que fazer”

Thiego conta que estava de folga e foi com um amigo ao shopping, para fazer compras. Os dois estavam no carro do amigo e chegavam ao estacionamento quando, de acordo com o influenciador, dois PMs deram ordem de parada e mandaram que eles saíssem do veículo.

“Eles me viram dentro do carro e, já com a arma em punho, mandaram a gente descer. Eu desci do carro, eles mandaram colocar a mão na cabeça e começaram a me revistar”, conta.

Segundo Thiego, durante a abordagem, um dos policiais falou: “Você tem cara de bandido, você parece um bandido. Cala a boca, senão vai ficar ruim para você”. O influenciador diz que os PMs também abriram a bolsa dele dentro do carro e, depois de cerca de 20 minutos, os liberaram.

A defesa do influenciador digital registrou oficialmente a denúncia, na manhã desta sexta-feira (22), na Corregedoria da Polícia Militar do DF e vai acionar ainda o Ministério Público do DF e Territórios. “Não estamos discutindo a abordagem, e sim, o desvio de conduta dos policiais. A partir do momento que o policial diz ao meu cliente que ele tem perfil de bandido, o policial está sendo racista. E isso não é injúria racial porque está atigindo toda uma coletividade. O que é cara de bandido? Quer dizer que todo preto tem cara de bandido?”, diz a advogada da vítima, Renata Abib.

Em nota, a Polícia Militar informou que a dupla foi abordada porque foram vistos discutindo com outro condutor, após tentarem fazer uma ultrapassagem na contramão. “Em nenhum momento, os policiais agiram conforme relatado. A equipe de patrulhamento finalizou a abordagem e liberou os depois”. 

A corporação disse ainda que “é uma instituição que pauta suas ações sem qualquer tipo de discriminação, prezando sempre pelo respeito e a dignidade de todo cidadão”.

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