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Nesta quarta-feira, auditores fiscais do trabalho do Ministério da Economia flagraram 56 trabalhadores em condições de escravidão em uma colheita de café na cidade de Pedregulho-SP. Eles percorreram 1,2 mil km da Bahia até o local.

O caso começou a ser investigado no início de junho pelo Ministério Público do Trabalho e pela Polícia Federal. De acordo com as vítimas, o alojamento tinha três cômodos e abrigava cerca de 70 pessoas, entre adultos e crianças. O grupo veio trabalhar na colheita de café com a promessa de receber depois do término mas o pagamento só foi feito com a presença da fiscalização.

Eles se alimentavam no chão ou no meio da plantação e sem condições de conservação da comida, o que estragava muitos alimentos. Além disso, os trabalhadores estavam em dívida com o fazendeiro, como é usual nestes casos, pois ele descontou as passagens e equipamentos de proteção para o trabalho e contra a Covid-19 direto do valor final do salário deles.

Alojamento onde ficavam os trabalhadores. Foto: Divulgação

Resolução do caso

O dono da fazenda vai responder por sonegação, aliciamento de trabalhadores e tráfico de pessoas em liberdade.

Os trabalhadores foram levados à Gerência Regional do Ministério do Trabalho em Franca-SP. Os 56 adultos tiveram o vínculo de emprego regularizado, com registro na carteira de trabalho e pagamento das verbas rescisórias, no total de R$220 mil. Além disso, eles receberam guias que asseguram o recebimento de três parcelas de um salário mínimo para cada empregado. Depois seguiram em um ônibus providenciado pelo empregador.

O Ministério Público pede, por meio de uma ação civil pública, uma liminar para bloquear os recursos da fazenda e garantir o pagamento das obrigações trabalhistas aos funcionários.

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