O estupro de uma mulher a bordo de um metrô da cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos, poderia ter sido interrompido rapidamente ou mesmo evitado se outros passageiros que apontavam seus telefones celulares para gravar o “horrendo ato criminoso” os usassem para ligar para o número de emergência 911, disseram as autoridades nesta terça-feira (19). 

O suspeito identificado como Fiston Ngoy, de 35 anos, foi flagrado pelas câmeras de vigilância do trem tocando o corpo da mulher várias vezes e sendo repelido por ela, até que ele iniciou as agressões sexuais.

Durante o incidente de mais de 45 minutos, outros passageiros apontaram seus telefones celulares para o agressor, porém ninguém telefonou pedindo ajuda nem tentou impedir que a mulher fosse violada.

Quando finalmente uma pessoa ligou 911,  os agentes de segurança da companhia SEPTA chegaram rapidamente a bordo, e interromperam o estupro.

Fiston Ngoy, de 35 anos, enfrenta acusações de estupro, desvio involuntário de relações sexuais, agressão sexual e outros crimes. Ngoy, que listou seu endereço mais recente como um abrigo para sem-teto na Filadélfia, foi detido sob fiança de US$ 18 mil (cerca de R$ 100 mil) e tem uma audiência agendada para 25 de outubro, informou a mídia local.

O ataque ocorreu depois que a mulher tomou algumas cervejas depois do trabalho e por engano embarcou no trem errado às 21h15. Minutos depois, Ngoy entrou no trem, sentou-se ao lado dela e começou a tentar tocá-la. O incidente se transformou em um estupro às 21h52.

Em um comunicado, a SEPTA qualificou o ataque de “um ato criminoso horrendo” e disse que o agressor foi preso em flagrante.

O Superintendente do Departamento de Polícia de Upper Darby, Timothy Bernhardt, falou que o vídeo mostrou a mulher sendo derrubada e tendo suas roupas arrancadas. Segundo Bernhardt, ela foi levada para um hospital em estado de choque.

“Havia muitas pessoas no trem que, na minha opinião, deveriam ter intervido. Alguém deveria ter feito algo”, declarou o superintendente. “Isso fala sobre quem somos como sociedade. Como podemos permitir que algo assim aconteça?”, indagou.



DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui