Foto: Divulgação

*Com informações da Agência Brasil

Mais de 200 policiais participam das buscas por Lázaro Barbosa Sousa na região de Cocalzinho de Goiás. As ações são comandadas pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), com a ajuda de equipes do DF e das Polícias Federal e Rodoviária Federal.

A SSP-GO tem feito alertas sobre os prejuízos que notícias falsas têm causado para a investigação, segundo o chefe da pasta, Rodney Miranda.

Em coletiva de imprensa feita recentemente, Miranda disse que essas informações falsas acabam fazendo com que os investigadores “deixem de atender mais rapidamente uma informação procedente, para atender uma que não tem relevância”.

Segundo ele, tais situações têm provocado interferências na operação. “É um problema sim. Não só essa Fake News [de que Lázaro estaria em um cemitério], como outra de que ele já havia sido baleado, que já estava morto. Tudo isso atrapalha, porque não só a nossa Inteligência, como as unidades de operação, tem que checar. Às vezes a gente deixa de atender mais rapidamente uma informação procedente, para atender uma que não tem relevância”, ressaltou.

Miranda disse que a situação é “complexa, grave e de difícil resolução”, mas que avanços têm sido obtidos, contando com o reforço de 20 policiais da Força Nacional de Segurança Pública.

Nos primeiros dias do caso, Lázaro chegou a ser chamado de serial killer de Brasília. De acordo com o psicólogo Arnaldo Seabra, ele não possui este perfil psicológico.

Histórico

Lázaro Barbosa de Souza, de 32 anos, está foragido há 8 dias, quando virou suspeito de matar uma família em Ceilândia, no Distrito Federal. Ele tem passagens por homicídio, estupro e três fugas de penitenciárias e foi capturado em 2007 sob acusação de um duplo homicídio no município Barra dos Mendes, na Bahia. Ele fugiu dez dias depois de ser preso.

Em 2009, o criminoso foi pra Brasília, onde foi preso no Complexo Penitenciário da Papuda por porte ilegal de arma de fogo, estupro e roubo. Lá, recebeu em 2013 um laudo psicológico no qual foi apontado como um “psicopata imprevisível”.

Em 2014, a Justiça converteu a prisão de Lázaro para o regime semiaberto. Porém, em 2016, ele escapou outra vez.

Agora conhecido como serial killer de Brasília, ele foi pego pela polícia de Águas Lindas de Goiás, em 2018, e preso outra vez por porte ilegal de arma de fogo, homicídio qualificado, roubo e estupro. Fugiu, mais uma vez, em julho do mesmo ano.

Crimes recentes

No dia 8 de abril, a polícia de Goiás o indiciou por roubo mediante restrição da liberdade de quatro idosos e emprego de arma branca durante tentativa de latrocínio em uma chácara em Santo Antônio do Descoberto. Uma das vítimas foi golpeada com machado.

No Distrito Federal, Lázaro invadiu uma casa no dia 26 de abril e estuprou uma mulher com o marido e o filho dela trancados no quarto.

No dia 17 de maio, ele ameaçou populares com arma de fogo e faca e obrigou as vítimas a ficarem nuas. Das 19h até meia-noite, o criminoso prendeu os homens no quarto e obrigou que as mulheres servissem um jantar.

No dia 9 de junho, Lázaro invadiu uma chácara em Ceilândia e matou quatro pessoas da mesma família: os empresários Cleonice Marques de Andrade, 43, Cláudio Vidal, 48, e os filhos do casal Gustavo Marques Vidal, 21, e Eduardo Marques Vidal, 15.

Na quinta-feira (10), ele rendeu um caseiro e sua filha e ordenou que a mulher preparasse almoço enquanto ele assistia televisão. No mesmo dia, entrou em outra residência e fez três reféns.

Depois, Lázaro fugiu no dia 12 de junho, no último sábado, para Cocalzinho de Goiás, onde invadiu fazendas, atirou em quatro pessoas e ateou fogo em uma casa. A polícia montou um cerco, mas ele fugiu. Em 13 de junho, o bandido furtou um carro e o largou na BR-070.

Troca de tiros e nova fuga

Na terça-feira (15), Lázaro Barbosa manteve uma família refém na fazenda Grota da Água do Valdo Silva, em Edilândia (GO), quando foi surpreendido pela polícia. Houve um tiroteio, um PM foi baleado de raspão e se recupera bem. O criminoso fugiu.

Ainda na terça-feira, Lázaro flagrado por câmeras de segurança enquanto dormia em uma fazenda em Cocalzinho. Ele vestia camiseta branca, bermuda e estava com um casaco e mochila nas costas.

Cerca de 200 agentes do Distrito Federal e de Goiás participam da operação. A força-tarefa está estabelecida no povoado de Girassol.

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