Foto: Instagram/@eukathlenromeu)

A mãe da jovem de 24 anos morta na última terça-feira (8), em ação policial no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro, afirma em depoimento para a imprensa que o disparo que matou sua filha, Kathleen Romeu, veio da polícia. A vítima estava grávida de quatro meses do primeiro filho.

“Se a minha filha fosse morta por bandido eu não falaria nada com vocês porque eu sei que eu moro em um lugar que eu não poderia falar. Então ficaria na minha. Mas não foi. Foi a polícia que matou a minha filha. Foi a PM que tirou a minha vida, o meu sonho“, disse Jaqueline de Oliveira Lopes.

Ela também garantiu que a filha não era criminosa, como costuma ser o estereótipo dos moradores de periferia assassinados em confrontos policiais. “Eu não sei porque minha filha morreu, mas se tem que ficar alguma lição, que fique. Porque não tem que matar mais filho de ninguém. Mate bandido. A Polícia treina pra isso. A gente paga imposto pra Polícia treinar. Quem dá tiro a esmo é bandido. Policial dá tiro com mira. Eles têm que treinar e têm que respeitar a gente”, disse ela.

Em um vídeo que está viralizando nas redes sociais, a mãe de Kathleen desabafa: “parem de matar a gente”.

Ação da Farm

A grife de vestuário onde trabalhava Kathleen retirou do ar a ação em que um código promocional era usado em compras nas quais o dinheiro seria direcionado para a família da jovem depois da péssima repercussão que a iniciativa teve nas redes sociais. A marca foi acusada de ser “oportunista”, de “fazer a vendedora trabalhar depois de morta” e outras afirmações do gênero.

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