Uma professora trans de 32 anos foi esfaqueada na altura da cabeça e do pescoço na noite do último sábado (13) em Santa Cruz, na região do Agreste, Rio Grande do Norte.

A Polícia Civil procura por um adolescente de 17 anos que seria o autor do atentado. A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

Após o ataque, a vítima foi socorrida e atendida no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, de onde já foi liberada.

Brasil é o país que mais mata pessoas trans

O Brasil se mantém na liderança do vergonhoso ranking de países que mais matam pessoas trans no mundo.

De acordo com o balanço anual realizado pelo Trans Murder Monitoring, 350 pessoas trans foram assassinadas de 1º de outubro de 2019 a 30 de setembro de 2020. Na primeira posição, com 152 casos reportados, aparece o Brasil. México (com 57 homicídios), Estados Unidos (com 28), Colômbia (com 21) e Argentina (12) fecham as 5 primeiras posições.

É preciso ainda lembrar que há muita subnotificação. O levantamento é realizado basicamente por meio de notícias publicadas em jornais e sites noticiosos, já que os registros oficiais geralmente não evidenciam se tratar de transfobia —na maioria das vezes nem sequer consideram a identidade social da vítima.

O documento afirma que as travestis e transexuais femininas “constituem um grupo de alta vulnerabilidade à morte violenta e prematura no Brasil” e que a expectativa de vida desse grupo pode ser estimada como sendo de 35 anos de idade —enquanto a da população brasileira em geral é de 74,9.

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