As polícias brasileiras e paraguaias devem adotar operações conjuntas e montar barreiras contra ação de grupos criminosos que atuam na fronteira dos dois países.

Os detalhes foram tratados na manhã desta quinta-feira (14) em reunião na sede da polícia paraguaia em Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã.

A região vive uma onda de violência em ambos os lados da fronteira. A crise ganhou outro patamar após a morte de estudantes brasileiras e a filha do governador de Pedro Juan Caballero que não tinham ligação com o crime organizado, as três estudantes de medicina assassinadas estavam junto com um homem que seria alvo do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A subcomandante da Polícia Militar em Ponta Porã, major Luciane Camiato, afirmou que esse tipo de colaboração entre os países é importante pelo fato de que a fronteira não tem qualquer espécie de barreira física.

“Temos a criminalidade instalada nos dois países. Se não houver essa colaboração das duas polícias, a gente tem muitas dificuldades em conter a criminalidade, pela facilidade de acesso e de transição de um país para outro”, diz.

De acordo com ela, o policiamento ostensivo está sendo reforçado nas duas cidades e em breve devem acontecer operações conjuntas. Seis brasileiros foram presos pela polícia paraguaia suspeitos de cometerem os crimes.

“Também haverá uma colaboração de trabalhos de investigação, da parte do Exército paraguaio também. Provavelmente, haverá operações integradas em termos de mesmo horário, locais combinados, alguns tratados de acesso de um país para outro, troca de informações”, disse Luciane.


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