Ação integrada apura ataques contra provedores de acesso à internet

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em SP e Goiás

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Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública auxilia operação contra ataques virtuais Operação Attack Mestre, coordenada pelas polícias civis de Goiás e Tocantins, cumpre sete mandados de busca, apreensão e prisão temporária em São Paulo e Goiás
Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília 

Policiais civis de Goiás e de Tocantins deflagraram, nas primeiras horas da manhã de hoje (28), uma operação contra suspeitos de atacar empresas que oferecem acesso à internet. Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil paulista, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo e Goiás, além de dois mandados de prisão temporária.

Segundo a Polícia Civil goiana, os investigados empregavam “uma estrutura extremamente complexa” para impedir os provedores de acesso atacados de conectar seus usuários à rede mundial de computadores. Tecnicamente, a ação é conhecida pelo nome de Ataque DdoS, da sigla em inglês Distributed Denial of Service (Negação de Serviço Distribuída) e, ainda de acordo com os investigadores, prejudicou centenas de milhares de usuários da banda larga em todo o país.

Em um ataque DdoS, crackers (pessoas que usam seus conhecimentos para quebrar a segurança de programas de computação e sistemas a fim de cometer crimes cibernéticos) assumem o controle de outros computadores e as fazem acessar, simultânea e ininterruptamente, um mesmo servidor. Com a sobrecarga decorrente do súbito aumento da demanda, o provedor é impedido de atender aos pedidos de seus clientes, ficando indisponível.

De acordo com a Polícia Civil, após “derrubarem” os provedores, os investigados passavam a extorquir os responsáveis pelas empresas atacadas, exigindo que estes pagassem, com criptomoedas, para ter o serviço restabelecido.

Também em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública esclareceu que o apoio ministerial à investigação se deu por meio da participação de servidores públicos do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas, que auxiliaram na coleta de informações sobre a ação dos investigados.

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