Após Bolsonaro vetar compra da CoronaVac, Anvisa diz que não sofrerá pressão externa

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Cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para que uma vacina possa ser utilizada no Brasil. Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não permitirá a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, anunciada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

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Após a polêmica, o diretor-presidente da Anvisa disse que a agência não vai sofrer pressão externa e que “pouco importa de onde vem a vacina ou de onde é o país de origem”.

Ironicamente, o almirante Antonio Barra Torres, que presidia a Anvisa interinamente desde dezembro de 2019, foi efetivado pelo Senado na presidência da agência apenas na última terça-feira, dia em que Pazuello se reuniu com os governadores. Prometeu realizar uma gestão independente. Faltou definir independente. Há sete meses, em 15 de março, Bolsonaro deu de ombros para as recomendações de distanciamento social ao participar de um protesto defronte do Planalto. O almirante da Anvisa fez companhia ao capitão. A certa altura, Barra Torres atuou como cinegrafista, filmando Bolsonaro enquanto o presidente distribuía apertos de mão aos seus devotos. A sintonia entre o presidente da República e o personagem que agora promete agir de forma independente na Anvisa parecia intensa.

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