Hoje, manifestantes irão à avenida Paulista, na zona oeste da capital, para pedir o impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em um ato liderado por movimentos como MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua ocuparão as ruas neste domingo (12) com adesões na oposição para além da direita.

O MBL mencionou como inspiração, ao longo da semana, a pluralidade da campanha das Diretas Já, no fim da ditadura militar (1964-1985), quando antagonistas dividiram palanque em nome da luta por eleições diretas para presidente da República no Brasil.

A lista de partidos engajados na convocação cresceu. Inicialmente referendado pelo Novo e por alas do PSL, o ato passou a ser apoiado também por siglas como PDT, PSB, PC do B, Cidadania, PV e Rede, setores do PSDB e do Solidariedade e membros de legendas como MDB, DEM, PL, Avante e PSOL.

O tom radical de Bolsonaro e seguidores visto nas ruas na terça, aos ataques à Constituição e a ameaças ao STF (Supremo Tribunal Federal), aceleraram a aglutinação em torno do dia 12, com o diagnóstico de forças políticas sobre a necessidade de uma resposta.

Para os organizadores, a nota de recuo publicada por Bolsonaro na quinta-feira (9), na qual buscou esfriar os ataques ao STF, em nada muda o fracasso do governo e o ímpeto golpista do presidente. A avaliação é a de que ele fingiu mais uma vez moderação porque está cada dia mais acuado.

“Quando seu adversário vira piada é ruim, porque as pessoas perdem o medo. Vamos continuar insistindo. A necessidade da manifestação continua premente, o golpismo não passou”, diz Renan Santos, líder nacional do MBL.

Parte do centro e da esquerda confirmam presença

Ciro Gomes (PDT) estará no ato do MBL neste domingo, 12, em São Paulo, dizem os organizadores do evento. O ex-ministro ainda não sabe se subirá no caminhão de som, mas confirmou presença na manifestação.

Com o pedido de que todos os participantes vão de branco, o MBL tem chamado partidos de todos os espectros às ruas — desde que deixem suas “pautas particulares e partidárias” de lado e marchem pelo impeachment de Bolsonaro.

Além de centrais sindicais, nomes de diversas frentes já confirmaram presença no ato, entre eles:

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), João Amoêdo (Novo), a deputada Tábata Amaral (sem partido), o senador Alessandro Vieira (Cidadania), a senadora Simone Tebet (MDB) e o deputado Alessandro Molon (PSB).

PT não adere a ato

O Partido dos Trabalhadores (PT) reafirmou neste sábado (11/9) a posição favorável ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pediu por união de partidos, centrais sindicais e movimentos sociais pela destituição do chefe do Executivo.

Em reunião do diretório nacional da legenda, ficou definido um calendário de mobilizações que inclui a mobilização de dois atos públicos nacionais, nos dias 2 de outubro e 15 de novembro.

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