O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje, em entrevista à Rádio Novas de Paz (PE), que tem vontade de privatizar a Petrobras e que conversará sobre o assunto com a equipe econômica.

O chefe do Executivo se queixou de não poder direcionar o preço do combustível por ser crime de responsabilidade, e de levar “a culpa” pelo aumento dos valores.

“Eu já tenho vontade de privatizar a Petrobras, tenho vontade, vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer, porque, o que acontece? Eu não posso, não é controlar, não posso melhor direcionar o preço do combustível, mas quando aumenta a culpa é minha. Aumenta o gás de cozinha, a culpa é minha, apesar de ter zerado o imposto federal”, afirmou o presidente.

A declaração do presidente ocorreu em meio a reclamações de que ele tem poder limitado no preço do combustível, mas que é apontado como culpado a cada aumento do item.

A declaração vem após o ministro da Economia, Paulo Guedes, defender na véspera que o governo possa vender ações da petroleira estatal em momento de valorização dos papéis para distribuir parte dos ganhos à população mais vulnerável.

As ações preferenciais da Petrobras saltaram após os comentários de Bolsonaro, avançando 1,9% para R$ 30,20 reais no pregão da manhã de hoje.

Em setembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o plano do governo para um horizonte de dez anos contempla privatizar as estatais de maneira irrestrita, incluindo a Petrobras e o Banco do Brasil.

Ao participar de evento promovido pela International Chamber of Commerce (ICC Brasil), ele afirmou que esse é um dos vetores “muito claros” para o futuro, assim como alterações no regime de Previdência.

Aprovação de lei

Bolsonaro ainda elogiou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por sua atuação na aprovação de ontem do projeto de lei que altera a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis. Os deputados ainda votarão os destaques, como são chamadas propostas de alteração. Em seguida, o texto segue para o Senado.

O projeto prevê uma alíquota específica fixa para os combustíveis. Hoje, o ICMS incide sobre o preço médio de venda desses produtos, que é coletado a partir de uma pesquisa nos postos a cada 15 dias. Apesar do percentual do imposto cobrado não ter sofrido alterações nos últimos anos, quanto mais alto o combustível na bomba, maior a arrecadação dos estados.

Bolsonaro disse que preferia que o projeto fosse aprovado na íntegra, mas que a sua implementação ajudará a combater o preço do combustível. “Ontem, a Câmara aprovou um projeto modificado, não era o que eu queria, mas vai ajudar. Uma vez passado no Senado a previsão é baixar 7% dos preço do combustível, mas é para abaixar muito mais”, disse.


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