O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) cancelou a condecoração da Ordem Nacional do Mérito Científico feita a 2 pesquisadores brasileiros: o infectologista Marcus Lacerda, que comprovou a ineficácia da cloroquina contra a covid-19, e a sanitarista Adele Benzaken, exonerada do DIAHV (Departamento de Vigilância Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais) por conta de uma cartilha destinada para homens trans.

“A homenagem oferecida por um governo federal que não apenas ignora a ciência, mas ativamente boicota as recomendações da epidemiologia e da saúde coletiva, não é condizente com nossas trajetórias científicas. Em solidariedade aos colegas que foram sumariamente excluídos da lista de agraciados, e condizentes com nossa postura ética, renunciamos coletivamente a essa indicação”, diz a carta aberta.

No documento, os profissionais criticam ainda o “negacionismo em geral” e os cortes em verbas federais para o desenvolvimento da ciência. 

Os cientistas agradeceram às indicações feitas pela Academia Brasileira de Ciências e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidades com assento no comitê que decide as homenagens da Ordem Nacional do Mérito Científico. Eles se dizem “extremamente honrados” com a possibilidade de serem agraciados, mas declinam à indicação devido à exclusão de Lacerda e Adele.

Em decreto publicado na última 5ª feira (4.nov.2021), Bolsonaro homenageou a si mesmo, autoridades do governo, professores e pesquisadores de diversas áreas da ciência.

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