China deve crescer 1,9% este ano, ao contrário da média internacional

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A pandemia de Covid-19 produzirá mudanças duradouras no crescimento global, com avanço ainda maior da China.
Enquanto o restante do mundo tenta superar os impactos econômicos causados pela Covid-19, a economia chinesa dá passos firmes em uma recuperação sólida. A estratégia do país para ligar suas máquinas a todo vapor acontece, fundamentalmente, sob sua estrutura política peculiar, do Partido Comunista. Em setembro, pelo quarto mês consecutivo, as empresas ligadas à indústria chinesa lucraram. 

Seriam mais de 15 e 17 pontos percentuais acima da participação dos EUA em 2021 e 2025 no PIB global estimado, respectivamente. Índia, Alemanha e Indonésia completam os cinco maiores motores de crescimento no próximo ano.

A forte recuperação da economia chinesa e o fato de o país asiático ser o principal comprador de produtos brasileiros não blindam o Brasil dos impactos econômicos negativos de uma segunda onda de covid-19 na Europa, alertam os especialistas. Enquanto, na média, a economia mundial deve recuar 4,4% este ano, e para o Brasil é esperada uma queda de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB), a China deve crescer 1,9%, segundo estimativa recente do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

Os resultados de setembro do país serão divulgados junto com o PIB do terceiro trimestre que, nas suas contas, deve ter crescido 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, o resultado volta praticamente ao ritmo pré-covid.

Para o ex-secretário de comércio exterior Welber Barral, o aumento no número de novos casos de covid-19 na Europa deve prejudicar a

recuperação da economia europeia e fazer com que o Brasil aumente sua dependência das exportações para a Ásia. Ele lembra que faz parte do plano de recuperação chinês o investimento expressivo em obras de infraestrutura e que a recuperação do mercado interno chinês é positiva para o Brasil. O governo do país também tem aumentado o incentivos para o consumo da população. 

“Com a recuperação mais rápida da China, o País aumentou tanto o nível de estoques de grãos nos primeiros meses de pandemia quanto o de compra de minério de ferro agora. No longo prazo, concentrar as exportações em um mesmo comprador pode ser preocupante.” 

Segundo o economista Fabio Silveira, sócio da consultoria MacroSector nenhuma economia anda sozinha. A China não conseguirá crescer 5% só apoiada em seu mercado doméstico. O economista diz que o país será afetado também, caso se confirme uma segunda onda da doença, e isso poderá ter reflexos no Brasil.

Via Agência Estado de S.Paulo

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