Ciro Gomes anunciou hoje que a sua pré-candidatura à presidência da República em 2022 está suspensa, até que o PDT —partido a que ele é filiado— reavalie o posicionamento em relação à PEC dos Precatórios, aprovada na madrugada desta hoje em primeiro turno na Câmara dos Deputados. 

Ele pede para que o PDT vote contra a PEC no 2º turno que será na próxima terça-feira (9).

A PEC permite ao governo Bolsonaro adiar o pagamento de precatórios(dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça). O objetivo dessa manobra é abrir espaço no Orçamento para viabilizar o pagamento do programa social Auxílio Brasil, que vai suceder o Bolsa Família, em 2022, ano de eleições.

Por meio de uma rede social, Ciro disse que o apoio de parte da bancada do PDT à proposta foi uma “surpresa fortemente negativa” e afirmou que o partido não pode “compactuar com a farsa e os erros bolsonaristas.”

O partido orientou o voto “sim”, a favor da PEC, mas seis deputados votaram contra. Outros 15 foram favoráveis ao texto. Três não votaram.

A proposta recebeu somente quatro votos a mais que os necessários (308) para aprovação de uma emenda à Constituição. Dos 24 deputados do PDT, 15 votaram a favor da PEC e foram decisivos para aprovar o texto base.

Segundo o ex-governador do Ceará, a legenda “não pode compactuar com a farsa e os erros” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e não pode chancelar “calotes e quebra de contratos”.

Ciro Gomes, contudo, afirmou que “justiça social e defesa dos mais pobres não podem ser confundidas com corrupção, clientelismo grosseiro, erros administrativos graves e desvios de verbas” e suspendeu sua pré-campanha presidencial.

Por meio de nota divulgada à imprensa, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que entrará com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a manobra do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que alterou o regimento interno da Casa para permitir que 23 parlamentares votassem em viagem.

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