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Segundo o dicionário, colhões é o plural de colhão, sinônimo de testículos. No entanto, a expressão popular “não tem colhões” significa não ter coragem; ser covarde; se acovardar diante do perigo. É justamente nesse sentido que Jair será retratado aqui.

Sabe-se que o atual presidente da República encontra-se em desespero, vendo dissolver a estrutura bizarra responsável por sua eleição em 2018, sendo cercado por investigações no Supremo Tribunal Federal e no Senado, que buscam revelar todo o esquema de corrupção, sustentação de fake news e de incitação ao ódio e ataques às instituições democráticas no Brasil.

Com a inteligência e sagacidade de um sapo-cururu, Jair permanece na estratégia de açoitar a Democracia.

Insiste na mentira da fraude em urnas eletrônicas, pediu impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, numa petição esdrúxula e inepta, e agora apela para que seus apoiadores saiam às ruas no próximo dia 7 de Setembro contra o “comunismo” e contra o STF, numa espécie de revolta revestida de tudo ou nada. Será que vinga?

Sinceramente, como dito de início, Jair e seus amigos mais próximos não têm colhões para o enfrentamento que articulam para o 7 de Setembro e nem para qualquer outro tipo de enfrentamento.

São corajosos enquanto falam pra si mesmos. Quando enquadrados por suas blasfêmias inconstitucionais, se recolhem como crianças mimadas.

O “valente” Roberto Jefferson foi preso quando se escondia embaixo da cama; o boiadeiro Sérgio Reis caiu de cama quando recebia a Polícia Federal em busca e apreensão determinada pelo STF e, depois, pediu desculpas pelas atrocidades ditas e alegou não saber que era filmado enquanto ameaçava invadir o Supremo Tribunal Federal. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), precisou de uma angioplastia quando a CPI da Covid, no Senado, o transformou de testemunha para investigado.

Porém, novos fatos trazem preocupação.

Na segunda-feira, 23/8, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), resolveu afastar o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7, coronel Aleksander Lacerda, responsável pelo efetivo de 5 mil policiais. Ele estava usando as redes sociais para convocar “amigos” a participarem de manifestações bolsonaristas e atacar políticos adversários do presidente Jair Bolsonaro, com foco no próximo dia 7 de Setembro.

A História é farta em ensinar que milicianos, desapegados à legalidade e com perfil sociopata, são movidos por lideranças covardes que estimulam à prática de atos de extrema violência, relativizando as consequências que serão sofridas por seus seguidores e suas vítimas, legitimando a violência em nome de um “bem maior” e, em alguns casos, “em nome de Deus”.

Foi assim no caso do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Enquanto se protegia escondido nos subterrâneos do Paquistão, onde foi capturado e morto posteriormente, comandava ataques suicidas de seus seguidores.

Vale observar que bin Laden  era de carreira militar, cuja patente que ostentava no exército saudita era de general emir.

O caso mais triste e emblemático, comandado por Osama bin Laden, foi o ataque às Torres Gêmeas, nos EUA. Em 11 de setembro de 2001, aviões foram lançados contra o World Trade Center, em Nova Iorque e contra o Pentágono, em Washington, provocando a morte imediata de pelo menos 2.754 pessoas, oriundas de 90 países distintos.

Jair é covarde, mas tornou-se perigoso conforme evidências históricas.

Resta saber quem vai embarcar no moribundo avião de Bolsonaro, no dia 7 de Setembro…

Coluna | Fala sério Advogado especialista em Direito Público, Licitações e Contratações Públicas; jornalista político, idealizador e apresentador do programa Fala Sério, veiculado pela Rádio Bandeirantes e pelas emissoras TV Thathi e TV Mais, em Ribeirão Preto/SP.

1 COMENTÁRIO

  1. Observações válidas. Só discordo dos colhões. Infelizmente acho q ele tem sim. O que lhe falta é o cérebro. Perigosa combinação. Só queria que 12/09 viesse antes do 07/09!

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