A CPI da Pandemia aprovou 26 requerimentos que pediam a quebra de sigilos fiscal e financeiro de responsáveis por sites acusados de disseminar notícias falsas durante a pandemia de covid-19. A votação ocorreu durante sessão nesta quinta-feira (19).

Por 6 votos a 4, a CPI da Covid aprova a quebra de sigilo dos sites que propagam fake news sobre a pandemia.

Senadores aliados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentaram impedir a quebra de sigilos de produtores de conteúdo e de sites conhecidos por disseminar fake news. Os parlamentares alegaram que existiria uma “caça” à liberdade de expressão. Após pleito de Eduardo Girão (Podemos-CE), os requerimentos foram apreciados em separado, mas os governistas foram igualmente derrotados.

Entre os veículos cujos responsáveis terão os sigilos quebrados, está o Terça Livre, do blogueiro Allan dos Santos, que já é alvo de denúncia do Ministério Público Federal (MPF) após ter cometido ameaças contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo (STF).

Força Brasil, Renova Mídia e Jornal da Cidade Online são outros veículos que estão na mira da CPI. Donos de algumas páginas em redes sociais, como as intituladas Farsas do Covid-19, Brasil de Olho, Tratamento Precoce PVH, Alemanha Comentada, O Informante, entre outros, também terão seus sigilos quebrados.

A CPI quer apurar se estes perfis que disseminam notícias falsas sobre a pandemia recebem dinheiro de membros do governo federal.



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