Segundo registros da portaria, Ivanildo Gonçalves da Silva visitou ao menos duas vezes, em 2020, o departamento de Logística do Ministério da Saúde, que foi comandado por Roberto Dias. Em depoimento à CPI da Pandemia, Ivanildo afirmou que, em uma das ocasiões, entregou um pen drive no local. O motoboy também confirmou à CPI que fez saques em espécie que ultrapassam R$ 4 milhões. Em uma única vez, chegou a sacar mais de R$ 400 mil.

O motoboy Ivanildo Gonçalves confirmou, em depoimento à CPI da Covid nesta quarta-feira, que fazia saques e pagamentos em dinheiro para a VTCLog, empresa suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério da Saúde.

O nome do motoboy apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou R$ 4 milhões em saques em espécie para a VTCLog. Informações citadas pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), apontam diversos saques neste ano.

O maior valor individual, conforme depoimento de Gonçalves, foi em torno de R$ 400 mil na agência da Caixa no aeroporto de Brasília. Ele relatou que, quando sobrava dinheiro após os pagamentos, ele devolvia à empresa.

Com o depoimento, a CPI espera confirmar uma parte do esquema de corrupção e identificar quem era responsável pelas operações irregulares. As suspeitas da comissão recaem sobre o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que chegou a ser preso quando prestou depoimento à comissão.

De acordo com Gonçalves, a ordem dos saques e pagamentos vinham de Zenaide Sá Reis, responsável pelo setor financeiro da empresa.

O motoboy trabalha na VTCLog desde 2009. “O financeiro da empresa me passava os cheques para mim (sic) fazer os saques e aí eu executava”, disse o funcionário. “Era na boca do caixa.” Ele relatou que, ultimamente, o volume de movimentações teria diminuído.

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