Datafolha: metade dos paulistanos teve queda na renda por causa da pandemia

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (20) mostra que 46% dos brasileiros constataram uma redução na renda familiar provocada pela pandemia do coronavírus.

Nas famílias que ganham até dois salários mínimos, 55% tiveram queda na renda. Entre aquelas com mais de dez mínimos, 33%. Entre autônomos, 66% tiveram perda. Nos assalariados registrados, 47%.

O levantamento mostra também que 38% dos moradores da capital paulista solicitaram o auxílio emergencial de R$ 600. Destes, 81% receberam pelo menos uma parcela.

A pesquisa também apontou que houve uma mudança no perfil da ocupação do país por causa da crise econômica.

Antes da pandemia, segundo o Datafolha, 28% dos entrevistados eram assalariados registrados. Agora, são 21%.

O grupo de quem está desempregado e na procura por trabalho aumentou de 4% para 12% no período. E a fatia dos brasileiros desocupados que não estavam procurando emprego subiu de 1% para 5%.

O perfil da amostra da pesquisa Datafolha mostra que 13% dos entrevistados na capital paulista se declaram desempregados, incluindo aqueles que estão ou não à procura de trabalho. Entre os que estão à procura de emprego, 69% solicitaram o auxílio.

O auxílio emergencial para trabalhadores informais é um dos principais fatores que ajudou a conter a queda na renda do brasileiro desde o início da pandemia.

Pesquisa da FecomercioSP divulgada na semana passada mostrou que a redução no valor do auxílio e a antecipação do pagamento do 13º dos aposentados para o segundo trimestre de 2020 devem contribuir para um Natal fraco neste final de ano.

O dinheiro extra liberado pelo governo tem sido destinado, principalmente, ao consumo de bens essenciais. Isso tem contribuído para garantir o bom desempenho do comércio, especialmente no ramo de supermercados, e da indústria de bens não duráveis, enquanto outros setores, como os serviços, sofrem mais com a crise atual.

“A análise sugere que o auxílio emergencial ajudou a sustentar o consumo durante os primeiros meses de impacto da pandemia. […] O fim do programa pode contribuir para a desaceleração do consumo das famílias, ainda que de forma temporária”, diz o BC em seu último Relatório Trimestral de Inflação.

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