Desemprego atinge 13,1 milhões e chega a maior taxa desde 2012

0

País perdeu 7,2 milhões de postos de trabalho em 3 meses de pandemia e população ocupada encolheu para o menor contingente já registrado pela pesquisa mensal do IBGE. População subutilizada e desalentada atinge recorde.

O desemprego atingiu 13,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho e a taxa de desocupação chegou a 13,8%, maior patamar desde o início da série histórica, em 2012, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (30).

Trata-se da maior taxa de desemprego da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

O índice corresponde a um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (12,6%), e de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2019 (11,8%).

Em termos de número de desempregados, o contingente de 13,13 milhões no trimestre encerrado em julho é o maior desde abril do ano passado, quando os desocupados somavam 13,17 milhões. O recorde histórico foi registrado em março de 2017 (14,1 milhões).

A população ocupada recuou para 82 milhões, o menor contingente da série, com recuo de 8,1% (menos 7,2 milhões pessoas) em relação ao trimestre anterior, e 12,3% (menos 11,6 milhões) frente ao período de maio a julho de 2019.

O número de pessoas que não procuraram emprego, mas que gostariam e estavam disponíveis para trabalhar (desalentados), bateu recorde e atingiu 5,8 milhões

População ocupada cai para mínima histórica, na comparação com janeiro, quando o país atingiu o recorde de pessoas ocupadas no mercado de trabalho, houve uma perda de 12,1 milhões de postos de trabalho.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) também caiu para o patamar mais baixo da série, para 47,1%.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica apontou que a taxa de desemprego apresentou comportamento contrário ao observado nos últimos 3 anos, quando sempre apresentou queda no trimestre encerrado em julho. Segundo ela, isso dimensiona a extensão da crise provocada pela pandemia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui