, André Mendonça André Mendonça é Pastor presbiteriano e fiel defensor do presidente

Os ataques que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem protagonizado a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) respingaram em um de seus aliados, o advogado André Mendonça. 

Diante dos ataques do presidente ao Judiciário, o Senado Federal decidiu segurar a indicação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal. Senadores disseram que a sabatina do ex-ministro de Bolsonaro pode ficar para outubro ou novembro, atrasando os planos do governo de ter mais um nome indicado pelo presidente no STF.

Bolsonaro elevou a temperatura da crise entre os Poderes no fim de semana, quando anunciou que pedirá ao Senado o impeachment dos ministros do Supremo Luis Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Alexandre de Moraes. Alega, para tanto, que os dois magistrados “extrapolam” os limites da Constituição.

Mendonça, que foi indicado ao STF por Bolsonaro, já tinha desde a indicação a resistência de uma ala do Supremo. Após os ataques feitos pelo presidente, Mendonça perdeu ainda mais força na Corte, sob a acusação de que a indicação teria sido feita para aparelhá-la. 

A indicação oficial de André Mendonça foi enviada ao Senado no dia 13 de julho, antes do recesso parlamentar. Até hoje, porém, não foi lida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e não está também nos planos do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre, pautar para os próximos meses a sabatina. Pacheco mandou recado pelo Twitter para Bolsonaro

“O diálogo entre os Poderes é fundamental e não podemos abrir mão dele, jamais. Fechar portas, derrubar pontes, exercer arbitrariamente suas próprias razões são um desserviço ao país”

Para assumir uma cadeira no Supremo, Mendonça precisa passar por uma sabatina na CCJ e ter o nome aprovado por pelo menos 41 dos 81 senadores. O alinhamento com Bolsonaro e o perfil “terrivelmente evangélico”, citado pelo próprio presidente, aumentam as resistências no Senado. Mendonça é o segundo nome indicado por Bolsonaro para o Supremo. Em outubro do ano passado, ele conseguiu nomear o ministro Kassio Nunes Marques.

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