As mobilizações programadas para 7 de setembro a favor do governo federal, em algumas cidades do país, não vão contar com o apoio de entidades que representam os caminhoneiros autônomos. No Rio Grande do Sul, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecam-RS) garante que os atos previstos para o feriado têm “viés cívico e político” e não apresentam qualquer reivindicação em defesa da categoria.

Em reunião realizada pela Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas (Conftac) – que reúne 34 sindicatos em todo país -, os participantes decidiram que nenhuma entidade representativa da categoria vai apoiar qualquer manifestação. Conforme André Luís Costa, que preside a Fecam-RS e Conftac, a pauta das manifestações já mudou “de configuração” várias vezes.

Na avaliação de Costa, o caminhoneiro já está cansado de “virar barricada de trincheira”‘ ou “soldado que vai pra guerra sem munição”. O dirigente explica que as manifestações não têm nenhum correlação direta às pautas dos caminhoneiros. “Essa movimentação está dando o ar de ser mais cívica e política do que propriamente a defesa de algum interesse mais específico. Portanto, oficialmente, as entidades não participam, não apoiam e nem desapoiam”, afirma.

O Ministério da Infraestrutura também descartou que haja algum tipo de paralisação dos transportadores. A pasta comandada por Tarcísio de Freitas avalia que não deve ocorrer paralisação na próxima terça.

Embora os atos não tenham o apoio oficial das representações da categoria, caminhoneiros se organizam para comparecer a manifestação em Brasília no feriado do Sete de Setembro. Em um vídeo que circula nas redes sociais e em grupos bolsonaristas, o caminhoneiro Marinaldo Machado, parceiro de Marcos Antônio Pereira, conhecido como “Zé Trovão”, aliado do presidente Jair Bolsonaro, e também conhecido por desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF), informa que no feriado da Independência haverá uma paralisação em todas as rodovias. De acordo com Marinaldo, o ato começará às 18h.

Segundo ele, apenas viaturas de polícia, corpo de bombeiros, caravanas, caminhões com cargas perecíveis ou com oxigênio terão o tráfego liberado durante o ato. “No dia sete de setembro será dado o segundo grito de liberdade dos brasileiros. Nós que estaremos lutando contra a exoneração dos 11 ministros e também da contagem pública de 100% das urnas em todo território nacional”, diz Marinaldo no vídeo.

“Patriotas, esta bandeira verde e amarela jamais será vermelha […] estaremos fazendo história ao vivo”, disse. O caminhoneiro termina o vídeo com o slogan de apoiadores do presidente Bolsonaro: “Supremo é o povo”.

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