Horas após sinalizar recuo de investidas golpistas e dizer que respeita as instituições em uma nota oficial, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o voto impresso nas eleições, mudança já rejeitada pela Câmara dos Deputados.

Ele ainda disse que “palavras bonitas” do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, não convencem ninguém.

Horas antes, Bolsonaro divulgou nota na qual recua e afirma que não teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

As ‘palavras bonitas’ citadas pelo ex-capitão fazem referência a dura resposta do presidente do Tribunal Superior Eleitoral aos seus ataques. Ao abrir a sessão do TSE desta quinta, Barroso disse que “todas as pessoas de bem sabem que não houve fraude e quem é o farsante”, rebatendo os ataques do presidente.

Após dizer que o discurso não é convincente, Bolsonaro passou a fazer insinuações de cunho homofóbico contra o ministro para defender o voto impresso, proposta já derrotada no Congresso.

“Maia me acusou de gay. Lógico, o Maia falando e um jegue relinchando é a mesma coisa, mas poxa, os argumentos dele: ‘Ele é militar, tem vergonha de sair do armário, leva jeito’. Agora você vê a coincidência. Ele foi trabalhar com [João] Doria e começou a se interessar pela pauta LGBT. Ele quer agradar seu patrão. O gordinho quer agradar o patrãozinho dele”, afirmou.

O presidente, porém, passou os últimos dois meses promovendo ataques ao STF e xingamentos a alguns de seus ministros como estratégia para convocar seus apoiadores para os atos do 7 de Setembro. Bolsonaro se referia à fala de Barroso na manhã desta quinta-feira (9). O presidente do TSE e ministro do Supremo chamou o mandatário de farsante por investidas contra as urnas eletrônicas.

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