Jornalistas aguardavam a chegada de Jair Bolsonaro na embaixada brasileira em Roma, quando foram intimidados por apoiadores do presidente e agredidos por supostos seguranças.

O terceiro passeio de Jair Bolsonaro pelas ruas de Roma em apenas três dias foi marcado pela violência contra jornalistas.

O presidente, depois de retornar para o centro da capital italiana ao concluir o G20, decidiu encontrar com cerca de 60 apoiadores em uma rua atrás da embaixada do Brasil.

Por volta das 16h55 (horário local), quando Bolsonaro ainda estava dentro da embaixada brasileira, um agente que não quis se identificar empurrou esta repórter, dizendo que ela devia se afastar do local.

Depois de um breve discurso, Bolsonaro indicou que sairia para caminhar. E neste momento, diversos jornalistas passaram a ser empurrados e agredidos pelos seguranças que o acompanhavam.

O segurança ignorou a credencial e a informação de que os jornalistas estavam a trabalho e começou a gritar com colegas que lhe disseram que era inaceitável o contato físico com brutalidade.

Uma produtora da Rede Globo teria sido intimidada por apoiadores de Bolsonaro e uma repórter da Folha de S.Paulo empurrada por um segurança quando se encaminhou para o local onde o presidente deveria passar para chegar até o balcão da embaixada.

A equipe da GloboNews foi abordada violentamente por policiais italianos, que chegaram a levar um dos jornalistas.

A reportagem do UOL também foi repreendida ao filmar a violência contra os profissionais da GloboNews. Os seguranças teriam torcido o braço de um dos jornalistas do UOL e pegado seu celular.

Durante todo o trajeto, Bolsonaro não deu atenção aos acontecimentos, olhando fixamente para frente. Quando a Folha lhe perguntou por que a segurança estava agredindo os jornalistas, ele parou, ouviu o que um assessor lhe disse ao ouvido e decidiu voltar à embaixada.

As agressões dos agentes continuaram no caminho de volta —ao todo, o passeio durou cerca de dez minutos.

De acordo com o UOL, ainda não foi explicado quem eram os seguranças do Presidente, se eram contratados pela embaixada, se prestavam serviços particulares ou se serviam ao governo italiano.

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