Mandetta acusa Bolsonaro de negacionismo em livro

Livro “Um paciente chamado Brasil” será lançado hoje (25)

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O ex-ministro da saúde Henrique Mandetta lançará nesta sexta-feira um livro de suas memórias na liderança da pasta federal em seus seis últimos meses. No ápice das discussões internas e sociais, o ex-ministro narra em “Um paciente chamado Brasil” as dificuldades diárias da pandemia, o entrave político, seus desafios e suas desavenças com o Planalto.
O médico afirmou ter sido categoricamente favorável à adoção integral dos protocolos fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas enfrentou a descrença do presidente Jair Bolsonaro e de seu círculo mais próximo de assessores. Thedros Adhanom, líder da entidade enfrenta questionamentos sobre um possível acobertamento epidêmico em seu país natal e uma letargia excessiva na contrução de um quadro de contenção na origem do Coronavírus, a China.
Diante do cenário desfavorável, Mandetta aponta que seu maior desafio foi estruturar o Sistema Público de Saúde para atender tamanha demanda. Todavia, seu alvo é abertamente o presidente Jair Bolsonaro, ao qual Luiz Henrique Mandetta qualifica como negacionista convicto, recusando-se a ouvir evidências e números e um adversário aberto ao isolamento social. Descrente também com a hidroxicloroquina, Mandetta narra uma explosão diante do presidente, quando indagou se “era necessário alguns caminhões do exército repletos de cadáveres para que ele entendesse a gravidade da situação”.
Parlamentar antes de tornar-se ministro, Mandetta passou a ser nome forte do DEM para uma composição presidencial em 2022. Entretanto, o democrata também acusou o seu colega de partido e ministro Onyx Lorenzoni de gravar reuniões com políticos e chefes de pasta e depois usá-las para chantagem. O ministro não se pronunciou sobre o caso.

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